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Por John Irish
PARIS, 8 Dez (Reuters) – Potências mundiais tentarão
fortalecer a estabilidade do Líbano nesta sexta-feira
pressionando a Arábia Saudita e o Irã para que parem de
interferir em sua política e exortando o Hezbollah a diminuir
suas atividades na região.
O Líbano mergulhou em uma crise em 4 de novembro, quando
Saad al-Hariri renunciou ao cargo de primeiro-ministro na Arábia
Saudita dizendo que temia ser assassinado e criticando o Irã,
arquirrival regional saudita, e o Hezbollah, seu aliado libanês.
Depois de uma pressão internacional e de negociações entre
facções políticas libanesas, Hariri voltou atrás com sua
renúncia na terça-feira e seu governo de coalizão, que inclui o
Hezbollah, reafirmou uma política de Estado de manter o país
fora de conflitos em Estados árabes.
O Grupo Internacional de Apoio ao Líbano, um organismo que
inclui os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da
Organização das Nações Unidas (ONU) –Estados Unidos, Rússia,
Reino Unido, França e China– se reuniria em Paris nesta
sexta-feira para tentar reforçar a posição de Hariri e evitar
uma nova escalada.
"Para o Líbano ser protegido de crises regionais é essencial
que todos os partidos libaneses e atores regionais respeitem o
princípio de não-interferência", disse o presidente francês,
Emmanuel Macron, na abertura do encontro, ao qual Hariri e o
secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, também
compareceram.
Macron usou seu capital político w as relações próximas da
França com o Líbano e com a Arábia Saudita para conseguir um
acordo por meio do qual Hariri viajou a Paris e que abriu as
portas para uma resolução para a crise no mês passado.
A preocupação saudita com a influência dos xiitas Irã e
Hezbollah sobre outros Estados árabes vem sendo vista por muitos
como a causa central da crise, que despertou temores em relação
à estabilidade política e econômica do Líbano.
A política libanesa de "dissociação" foi declarada em 2012
para manter a nação profundamente dividida fora de conflitos
regionais, como a guerra civil na vizinha Síria. Apesar dela, o
Hezbollah está profundamente envolvido na guerra síria e
enviando milhares de combatentes para ajudarem o presidente
Bashar al-Assad.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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