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Por Lesley Wroughton
WASHINGTON, 10 Mai (Reuters) – Logo depois de voltar da
Coreia do Norte na madrugada desta quinta-feira, o secretário de
Estado norte-americano, Mike Pompeo, iniciará conversas com
aliados norte-americanos na Europa, no Oriente Médio e na Ásia
para tentar persuadi-los a pressionar o Irã a conter seus
programas nuclear e de mísseis, disseram autoridades dos EUA.
A questão em aberto é se os aliados, e acima de tudo o Irã,
concordarão em retomar conversas abrangentes logo depois de os
EUA terem decidido abandonar o acordo nuclear de 2015 firmado
com o Irã e renegado as promessas que fez nos termos de um pacto
de controle de armas.
A esperança norte-americana é que Teerã volte à mesa de
negociação por meio da reativação de sanções dos EUA e da
possível adoção de outras medidas punitivas, o que penalizaria
empresas europeias e outras e provavelmente prejudicaria a
economia iraniana que é dependente do petróleo.
Uma autoridade de alto escalão do Departamento de Estado
disse que debates com o Reino Unido, a França e a Alemanha, além
de Japão, Iraque e Israel, sobre os próximos passos já ocorreram
desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou
seu país do pacto nuclear, na terça-feira.
"Haverá um esforço global para conversar com parceiros de
todo o mundo que compartilham nossos interesses. Este é o
primeiro estágio", disse um funcionário graduado do Departamento
de Estado a respeito dos planos de conversa de Pompeo e de seu
principal negociador para o Irã, Brian Hook.
"A composição do que acontece quando nos reunirmos com os
iranianos já avançou vários estágios", disse, acrescentando que
as conversas se concentrarão em como aumentar a pressão sobre o
Irã "de uma maneira que seja construtiva e contribua para
levá-los à mesa de negociação".
A decisão de Trump abre caminho para uma confrontação maior
dos EUA com Teerã e tensiona as relações com os aliados mais
próximos de Washington, disseram diplomatas antigos e atuais.
Os EUA concederam períodos de tolerância de 90 dias a seis
meses para que as empresas encerrem seus negócios com o Irã.
Alguns aliados, como a França, pressionarão para receber
isenções de sanções norte-americanas para proteger suas
companhias.
Embora as empresas possam pedir licenças ao Tesouro dos EUA
para continuarem operando no Irã após o vencimento dos prazos, a
ameaça de sanções dos EUA provavelmente as obrigará a partir,
dizem especialistas.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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