Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

NAIROBI/KISUMU, 12 Ago (Reuters) – A polícia do Quênia matou
pelo menos 11 pessoas em repressão aos protestos enquanto a ira
contra a reeleição do presidente Uhuru Kenyatta irrompeu na
cidade de Kisumu e em favelas próximas à capital, disseram
autoridades e testemunhas neste sábado.
Os corpos de nove jovens mortos durante a noite na favela de
Mathare, em Nairobi, foram levados ao necrotério da cidade,
disse uma autoridade de segurança à Reuters. Os homens foram
mortos durante operações antissaques da polícia, acrescentou a
autoridade.
Separadamente, uma menina foi morta em Mathare por "tiros
esporádicos" da polícia, segundo uma testemunha. O bairro é leal
ao líder da oposição Raila Odinga, de 72 anos, cujo partido
rejeitou a votação de terça-feira".
Um repórter da Reuters em Kisumu, centro da violência étnica
pós-eleição uma década atrás, quando 1.200 pessoas morreram em
todo o país, disse que gás lacrimogêneo e tiros foram
disparados. Um homem foi morto, disse uma autoridade do governo.
Os distúrbios começaram momentos depois de a comissão
eleitoral do Quênia anunciar, na noite de sexta-feira que
Kenyatta, 55, havia garantido um segundo mandato de 5 anos no
cargo, apesar de alegações da oposição de que a conta de votos
era uma fraude.
O Ministro do Interior, Fred Matiang'i, afirmou que o
conflito era localizado e culpou "elementos criminosos" ao invés
de um protesto político legítimo.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7732))
REUTERS PD


Assuntos desta notícia