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Por Holger Hansen
BERLIM, 30 Jan (Reuters) – Os partidos alemães de uma
coalizão de governo em potencial encontraram um meio-termo na
questão polêmica do acolhimento de familiares de imigrantes
nesta terça-feira, superando um grande obstáculo para as
conversas sobre a formação de uma aliança, mas os dois lados
logo apresentaram interpretações diferentes do tema.
Os conservadores da chanceler Angela Merkel e o Partido
Social-Democrata (SPD) estão conversando para pôr fim a um
impasse político de quatro meses e acertar um acordo dentro de
uma semana para comandar juntos a maior economia da Europa.
A imigração, e em particular a questão das reuniões
familiares, é um dos temas mais espinhosos.
Pelo acordo, uma suspensão das reunificações familiares
adotada em 2016 para imigrantes com "proteção suplementar" será
prorrogada até 31 de julho. Ela se aplica a pessoas que não são
consideradas perseguidas pessoalmente, mas em cujo país natal a
guerra, a tortura ou outras formas de tratamento desumano
existem.
Os sírios, o maior grupo de postulantes a asilo na Alemanha,
recebem cada vez mais proteção suplementar, só obtendo o direito
de permanecer por um ano – mas esse prazo pode ser estendido.
A câmara baixa do Parlamento votará a respeito da
prorrogação na quinta-feira, quando a suspensão deve expirar.
A partir de 1o de agosto, até mil familiares por mês terão
permissão para se unir a pessoas que receberam permissão para
ficar na Alemanha com menos do que o status pleno de refugiado.
Esse acordo se alinha a um esboço acertado durante conversas
exploratórias ocorridas no início deste mês.
Os conservadores, especialmente os aliados bávaros de
Merkel, não queriam ceder a uma política mais generosa, mas o
líder do SPD, Martin Schulz, louvou o pacto, dizendo que obteve
uma concessão dos conservadores graças à qual mais de mil
indivíduos por mês terão permissão para entrar no país em casos
de dificuldades especiais.
Isso será uma adição ao esboço de acordo, que uma pequena
maioria dos delegados do SPD aprovou na semana passada.
Pressionados pelo resultado apertado, os líderes da sigla
prometeram melhorar o documento.
Antecipando as tensões que devem emergir nos próximos dias,
os conservadores minimizaram qualquer concessão adicional.
"Não há nenhuma nova regra para casos especiais, o que
significaria um aumento da imigração", disse o conservador
bávaro Alexander Dobrindt.
Entre as outras áreas difíceis a ser abordadas estão o
emprego e a política de saúde, e os partidos ainda têm que
negociar cargos nos ministérios.
(Reportagem adicional de Andreas Rinke)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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