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Por Nidal al-Mughrabi
GAZA, 15 Mai (Reuters) – Palestinos se reuniram em Gaza
nesta terça-feira para os funerais de dezenas de pessoas mortas
na véspera por tropas israelenses, e forças de Israel voltaram a
assumir posições na fronteira com a região para lidar com mais
um dia de protestos de palestinos.
Os episódios de violência de segunda-feira na fronteira,
ocorridos quando os Estados Unidos inauguravam sua nova
embaixada em Jerusalém, foram os mais letais para os palestinos
desde a guerra de 2014 em Gaza.
O saldo de mortes subiu para 60 de madrugada depois que um
bebê de oito meses morreu devido ao gás lacrimogêneo que sua
família disse que ele inalou em um acampamento de manifestantes
na segunda-feira. Mais de 2.200 palestinos foram feridos por
tiros ou gás lacrimogêneo.
Líderes palestinos qualificaram os eventos de segunda-feira
como um massacre, e a tática israelense de usar munição letal
contra os manifestantes provocou preocupação e repúdio no mundo
todo.
Israel disse estar agindo em legítima defesa para proteger
suas fronteiras e comunidades. Os EUA, seu maior aliado,
apoiaram tal posição, e ambos disseram que o Hamas, o grupo
islâmico que comanda o enclave litorâneo, instigou a violência.
Surgiram temores de mais derramamento de sangue nesta
terça-feira, quando os palestinos planejam mais um protesto para
marcar a "Nakba", ou "catástrofe".
Trata-se do dia em que os palestinos lamentam a criação do
Estado de Israel em 1948, quando centenas de milhares de
palestinos fugiram ou foram expulsos de seus lares em episódios
de violência que culminaram em uma guerra entre o recém-criado
Estado judeu e seus vizinhos árabes naquele mesmo ano.
Uma campanha de seis semanas de protestos na divisa,
apelidada de "Grande Marcha do Retorno", ressuscitou clamores
para que os refugiados tenham direito de voltar às suas antigas
terras, que hoje se encontram dentro de Israel.
Não ficou claro se grandes multidões irão à fronteira nesta
terça-feira para o clímax da campanha depois das grandes baixas
sofridas na segunda-feira.
Autoridades médicas palestinas dizem que 104 moradores de
Gaza já morreram desde o início das manifestações em 30 de
março. Não há relatos de baixas israelenses.
Soldados de Israel voltaram a se posicionar ao longo da
divisa nesta terça-feira. A área estava relativamente tranquila
no início do dia, já que muitos moradores de Gaza estavam nos
funerais. Acredita-se que os manifestantes seguirão para a
fronteira mais tarde.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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