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Por Alistair Smout
LONDRES, 13 Fev (Reuters) – A organização humanitária
britânica Oxfam passou a sofrer ainda mais pressão nesta
terça-feira depois que uma ex-funcionária de alto escalão disse
que suas preocupações a respeito de "uma cultura de abuso
sexual" envolvendo agentes de alguns escritórios foram
ignoradas.
Helen Evans, que foi encarregada de investigar alegações
contra membros da Oxfam entre 2012 e 2015, disse à rede de
televisão Channel 4 que os casos de abuso que ouviu incluíram o
de uma mulher que foi coagida a fazer sexo em troca de ajuda.
Outro disse respeito a uma agressão de um funcionário a um
voluntário adolescente em uma entidade de caridade do Reino
Unido, relatou.
Uma análise de agentes da Oxfam em três países, incluindo o
Sudão do Sul, mostrou que cerca de 10 por cento destes foram
agredidos sexualmente e que outros testemunharam ou sofreram
estupros ou tentativas de estupro de colegas, segundo Helen.
A ex-funcionária, que dirigiu uma seção de "salvaguarda"
responsável por proteger agentes e as pessoas com as quais a
Oxfam trabalha, falou da frustração de ver seus pedidos de ajuda
adicional para sua equipe não serem levados devidamente a sério.
"Senti que nosso fracasso de providenciar recursos
adequadamente estava colocando as pessoas em risco", disse ela
em uma entrevista transmitida pelo Channel 4 no final da
segunda-feira. "Luto para entender por que eles não reagiram
imediatamente àquele pedido de recursos adicionais".
Uma das ONGs mais conhecidas do mundo, com programas de
ajuda em todo o globo, a Oxfam corre o risco de perder
financiamento do governo britânico devido às alegações de má
conduta sexual.
((Tradução Redação Brasília, 55 61 3426 7029))
REUTERS RB


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