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O governo interino do presidente Michel Temer acompanhará, com otimismo, a votação prevista para hoje no Senado, que poderá resultar no impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e na consequente posse efetiva de Temer no mais alto cargo político do país. Por meio de sua conta no Twitter, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha já até apostou o placar: serão 60 ou 61 votos a favor do impeachment da presidenta.

Apesar do otimismo, pouco tem se falado no Palácio do Planalto sobre como será a posse de Temer e sobre a viagem dele à China, para a reunião da Cúpula de Líderes do G-20, que ocorrerá nos dias 4 e 5 de setembro em Hangzhou. Caso se confirmem as expectativas de ele assumir de forma efetiva a Presidência da República, está sendo planejada uma cerimônia de posse rápida no Congresso Nacional, seguida de uma reunião ministerial para definir as prioridades do governo, enquanto Temer estiver no exterior.

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Para às 12h30 está programada uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto para detalhar a questões relativas à Lei Orçamentária Anual que será enviada ainda hoje ao Congresso.

Na sequência, Temer deverá se dirigir à Base Aérea de Brasília, de onde embarcará para a reunião na China. Se confirmada sua posse no cargo, Temer deverá repassá-lo interinamente ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), em cerimônia também rápida e protocolar, provavelmente na Base Aérea. A viagem de retorno ao Brasil está inicialmente prevista para o dia 5 de setembro.

O horário da viagem vai depender da hora em que a votação no Senado será concluída. Inicialmente prevê-se que Temer embarque entre 13h e 15h, mas há uma grande a possibilidade de atraso.

Na China, além de participar das reuniões do G-20, Temer pretende se reunir com investidores e participar do encerramento de um seminário previsto para 2 de setembro em Xangai, do qual participarão empresários brasileiros e investidores chineses. A viagem para a China deve durar cerca de 30 horas.

Nas reuniões com investidores estrangeiros – e nos encontros bilaterais que deverá ter com os líderes da China, Xi Jinping; da Espanha, Mariano Rajoy; da Itália, Matteo Renzi, e com o príncipe da Arábia Saudida, Mohammed Bin Nayef – Temer pretende sinalizar que o Brasil está retomando sua atividade econômica e, assim, transmitir a ideia de que o país é seguro para receber investimentos.

Nesse sentido, a equipe econômica dispõe de uma lista de projetos que serão concedidos nos próximos meses à iniciativa privada, como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, para que sejaa apresentada aos empresários.

Os chineses têm especial interesse em investir na infraestrutura brasileira, principalmente em ferrovias para o escoamento de commodities brasileiras com destino àquele país. O interesse chinês abrange, além de estradas de ferros, aviação, petróleo, e obras de metrô, entre outras áreas de negócios.

Com Ag. Brasil


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