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O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela (AN), o opositor Julio Borges, afirmou hoje que, após o resultado amplamente favorável à oposição obtido na consulta popular de ontem contra a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, será dado início a uma nova fase de pressão ao governo de Nicolás Maduro.

“Agora vem a pressão, a escalada, a materialização das razões pela qual as pessoas disseram o sim ontem [no referendo contra a Constituinte]; o mundo e Miraflores [sede do governo] devem escutar o grito de todo um país”, disse Borges em uma entrevista à emissora Éxito.

Os opositores contaram ontem com a participação de mais de 7,18 milhões de venezuelanos em uma consulta popular foi feita pelos partidos políticos e pelos cidadãos, sem o respaldo do Conselho Nacional Eleitoral.

Os eleitores responderam a três perguntas: 1) se rejeitavam a Assembleia Cnstitucional convocada por Maduro; 2) se desejavam que as Forças Armadas defendessem a Constituição existente; 3) se queriam a realização de eleições presidenciais antes do término do mandato de Nicolás Maduro.

Pelo menos 98% dos participantes votaram sim nas três perguntas, o que é tido pelos opositores como uma clara vitória.

“É verdadeiramente reconfortante o que aconteceu ontem. É a reiteração de que o nosso povo não vai ser submetido a nada se não quiser”, disse o chefe do Parlamento venezuelano, promotor da consulta.

Agora a oposição deve “materializar esse mandato dado pelas pessoas para que não haja a Constituinte que uma minoria quer impor, promovendo uma renovação dos poderes públicos e a realização de eleições”, reiterou.

A eleição da Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro para redigir uma nova Carta Magna está marcada para ser realizada no próximo dia 30 de julho.

Com Ag. EFE


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