Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Gustavo Palencia
TEGUCIGALPA, 7 Dez (Reuters) – A Organização dos Estados
Americanos (OEA) disse na quarta-feira que pode pedir uma nova
eleição em Honduras se quaisquer "irregularidades" minarem a
credibilidade dos resultados da votação disputada do mês
passado, que desencadeou uma crise na nação da América Central.
Em um comunicado, a OEA também pediu a restituição imediata
de direitos constitucionais como a liberdade de movimento.
O governo hondurenho impôs um toque de recolher na semana
passada, quando ocorreram protestos devido à contagem dos votos
da eleição presidencial de 26 de novembro, ofuscada por
alegações de fraude eleitoral.
O comunicado emitido pelo secretário-geral da OEA, Luis
Almagro, disse que o resultado da votação ainda é incerto, e que
medidas como uma recontagem parcial deveria ser adotadas para
esclarecer seu desfecho e restaurar a credibilidade.
"Está claro que não é possível, sem um processo de
verificação minucioso e meticuloso que determine a existência ou
não de uma fraude eleitoral… restaurar a confiança da
população", disse o texto.
Os resultados oficiais mostraram o presidente conservador
hondurenho, Juan Orlando Hernández, com uma vantagem estreita de
1,6 ponto percentual diante do líder opositor de centro-esquerda
Salvador Nasralla – mas o tribunal eleitoral ainda não declarou
nenhum vencedor.
Na noite de quarta-feira Nasralla pediu um árbitro
internacional para supervisionar a recontagem, dizendo que não
reconhece mais o tribunal eleitoral de Honduras por causa de seu
papel no processo.
"Se não tivéssemos tido participação internacional,
realmente estaríamos na lei da selva", disse.
David Matamoros, presidente do tribunal eleitoral, disse aos
repórteres que o partido de Nasralla, a Aliança de Oposição
contra a Ditadura, ainda precisa entregar suas planilhas de
contagem de votos e sua documentação para que o tribunal possa
revisar os resultados eleitorais.
Depois o tribunal debaterá as recomendações da OEA e o que
pode ser feito para implantá-las, acrescentou Matamoros.
Quando indagado sobre a possibilidade de uma nova eleição,
Matamoros respondeu que, se as queixas sobre o processo forem
confirmadas, "toda a questão da votação precisará ser
revalidada".
Mas isso só seria possível se o tribunal estivesse em
condição de rever todas as planilhas de votos, explicou.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


Assuntos desta notícia

Join the Conversation