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Por Guy Faulconbridge e Vladimir Soldatkin
LONDRES/MOSCOU, 12 Abr (Reuters) – Ministros britânicos
planejavam se reunir nesta quinta-feira para debater se somam
forças aos Estados Unidos e à França em um possível ataque
militar contra a Síria que ameaça levar forças ocidentais e
russas a um confronto direto.
A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, convocou
seus ministros no feriado da Páscoa para uma reunião especial do
gabinete para avaliar como reagir ao que retratou como um ataque
bárbaro com gás venenoso de forças do governo sírio contra civis
em Douma, cidade localizada ao leste da capital Damasco antes
dominada por rebeldes.
Mas surgiram sinais de um empenho global para evitar um
conflito perigoso que oporia a Rússia ao Ocidente. O Kremlin
disse que uma linha de comunicações de crise com os EUA, criada
para evitar um choque acidental relacionado à Síria, está sendo
usada.
"A situação na Síria é horrível, o uso de armas químicas é
algo que o mundo tem que impedir", disse David Davis, ministro
encarregado da desfiliação britânica da União Europeia, na manhã
desta quinta-feira.
"Mas também é uma circunstância muito, muito delicada, e
temos que fazer este julgamento com uma base muito cuidadosa,
muito deliberada e muito bem pensada".
A Rússia, a aliada mais importante do governo sírio em sua
guerra de sete anos contra os rebeldes, disse ter mobilizado a
polícia militar em Douma nesta quinta-feira depois de a
localidade ser tomada por forças governamentais.
"Eles são os fiadores da lei e da ordem na cidade", disse o
Ministério da Defesa russo, segundo citação da agência de
notícias RIA.
Na quarta-feira o presidente norte-americano, Donald Trump,
alertou a Rússia que mísseis "estão a caminho" em resposta ao
ataque com gás de 7 de abril, que supostamente matou dezenas de
pessoas, e criticou duramente Moscou por estar ao lado do
presidente sírio, Bashar al-Assad.
Os militares sírios reposicionaram parte de seu poderio
aéreo para evitar danos colaterais de possíveis ataques com
mísseis, disseram autoridades dos EUA à Reuters ainda na
quarta-feira.
O esforço sírio para abrigar suas aeronaves, possivelmente
colocando-as ao lado de equipamentos militares russos que
Washington talvez relute em atingir, pode limitar os estragos
que os EUA e seus aliados poderiam infligir aos militares de
Assad.
O Observatório Sírio para Direitos Humanos, um grupo de
monitoramento da guerra radicado no Reino Unido, relatou que
forças pró-Damasco estavam esvaziando grandes aeroportos e bases
aéreas militares.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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