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MADRI, 13 Jun (Reuters) – O governo espanhol chegou a um
acordo preliminar para aumentar as pensões de aposentadoria de
acordo com a inflação, indicando que os novos líderes
socialistas podem tomar uma postura menos restritiva em relação
aos gastos públicos depois de anos de austeridade sob seus
antecessores.
A comissão multipartidária que controla os gastos sociais
havia concordado com o aumento, embora os detalhes completos
ainda teriam de ser decididos, afirmou o Partido Socialista em
uma publicação no Twitter na noite de terça-feira.
"Agora a direita precisa permitir que todas as
aposentadorias aumentem com a inflação, e também em momentos de
crise", dizia a publicação.
Desde 2014, aposentadorias cresceram a 0,25 ao ano,
porcentagem abaixo da inflação.
Os preços ao consumidor subiram 2,1 por cento em maio na
comparação anual, de acordo com dados do Instituto Nacional de
Estatística na quarta-feira, a maior alta desde abril de 2017.
O conservador Partido Popular (PP), retirado do governo após
seis anos no comando em uma moção de censura, que seguiu uma
onda de casos de corrupção envolvendo membros do PP, manteve as
rédeas curtas nos gastos para diminuir um dos maiores déficits
públicos da zona do euro.
O fundo de reservas do sistema de bem-estar social foi
dizimado por cerca de cinco anos de recessão após o estouro da
bolha imobiliária em 2008, ao mesmo tempo que uma população que
envelhece significa que recursos ainda estão sendo drenados dos
cofres públicos mais rapidamente do que podem ser repostos.
A Espanha tem cerca de 8,7 milhões de aposentados que
reivindicam suas pensões e uma taxa de nascimentos decrescente
que leva a preocupações com uma potencial bomba-relógio de
aposentadorias e pede uma reforma mais profunda do sistema do
que a aprovada em 2013.
A Espanha reduziu seu déficit público para pouco mais de 3
por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, em
linha com as metas da Comissão Europeia. O déficit público do
país era de quase 11 por cento em 2012, antes dos impopulares
cortes de gastos e altas de impostos.
(Reportagem de Paul Day e Tomas Cobos)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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