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Por Lin Taylor
LONDRES, 6 Jun (Thomson Reuters Foundation) – O mundo está
menos pacífico do que há uma década, sobretudo devido a
conflitos no Oriente Médio e na África que estão custando
trilhões de dólares à economia global, mostrou um índice
internacional nesta quarta-feira.
"Houve um declínio gradual na paz na última década", disse
Steve Killelea, chefe do Instituto da Economia e da Paz (IEP),
sediado na Austrália.
"A razão deste declínio lento e gradual da paz se encontra
nos conflitos no Oriente Médio e no norte da África e nos
efeitos colaterais em outras áreas", disse Killelea à Thomson
Reuters Foundation em uma entrevista por telefone.
A Europa vem enfrentando uma crise imigratória desde 2015
decorrente de guerras na Líbia e na Síria. Mais de um milhão de
pessoas saídas da África e do Oriente Médio, assim como do
Afeganistão, tentaram chegar ao continente pela Turquia ou pelo
mar.
Ao analisar dados de centros de estudo, institutos de
pesquisa, governos e universidades, o IEP estimou que em 2017 a
violência custou à economia 14,8 trilhões de dólares — quase
dois mil dólares por pessoa.
Se os países menos pacíficos, como Síria, Sudão do Sul e
Iraque, fossem tão estáveis quanto os mais pacíficos, como
Islândia e Nova Zelândia, isso poderia acrescentar dois mil
dólares por pessoa às suas economias, afirmou o IEP em seu
relatório anual Índice Global da Paz.
"Como vocês podem ver, a paz está integralmente ligada à
riqueza econômica", argumentou Killelea, que descreveu o estudo
como a única pesquisa que mede o impacto econômico da violência.
A Europa apareceu como a região mais pacífica do mundo, e o
Oriente Médio e o norte da África como as menos pacíficas.
Em maio a Organização das Nações Unidas (ONU) disse que a
crise humanitária na Síria ficou pior neste ano do em qualquer
momento da guerra civil de sete anos.
No vizinho Iraque, o Estado Islâmico representa uma ameaça
ao longo da fronteira com a Síria, embora em dezembro o país
tenha declarado vitória sobre os militantes, que tomaram um
terço do país em 2014.
A região da África subsaariana respondeu por quase metade
das 11,8 milhões de pessoas que foram deslocadas pela violência
e por conflitos dentro de seus próprios países no ano passado,
segundo um relatório do Centro de Monitoramento de Deslocamentos
Internos.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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