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Por MacDonald Dzirutwe
HARARE, 21 Nov (Reuters) – O presidente do Zimbábue, Robert
Mugabe, enfrentará o início de um processo de impeachment nesta
terça-feira e deveria ouvir o apelo de seu povo para que
renuncie, disse Emmerson Mnangagwa, candidato do partido
governista para substituí-lo.
A União Nacional Africana do Zimbábue – Frente
Patriótica(Zanu-PF, na sigla em inglês) planeja apresentar a
moção ao Parlamento, depois que o prazo para que o líder de 93
anos se retirasse do cargo expirou ao meio-dia de segunda-feira.
Mugabe comandou o Zimbábue desde sua independência, em 1980,
mas está testemunhando a rápida erosão de seu poder. Ele venceu
várias eleições, mas é visto por muitos na África e em outros
lugares como um líder que prejudicou sua nação ao se manter no
poder por tempo demais.
Mugabe não deu sinal de que renunciará. Ele convocou a
reunião semanal de seu gabinete nesta terça-feira, que seria a
primeira vez em que seus ministros o encontrariam desde que os
militares assumiram o poder na semana passada.
Entretanto, fontes informaram nesta terça-feira que apenas
cinco ministros do gabinete e o procurador-geral compareceram à
reunião, enquanto 17 outros escolheram participar de um encontro
para planejar o impeachment do líder de 93 anos.
"O povo do Zimbábue falou com uma só voz, e é meu apelo ao
presidente Mugabe que ele deveria prestar atenção neste
chamado… para renunciar de forma que o país possa seguir
adiante e preservar seu legado", disse Mnangagwa, em comunicado.
O Exército assumiu o poder no Zimbábue porque Mugabe demitiu
Mnangagwa para abrir caminho na Presidência para sua esposa,
Grace, que é impopular entre muitos zimbabuanos. Em setembro, a
Reuters noticiou que Mnangagwa estava planejando suceder Mugabe
com apoio do Exército à frente de uma ampla coalizão.
O plano almejava estabelecer um governo de união nacional
interino que teria a aprovação da maior parte da comunidade
internacional e permitiria o reatamento do Zimbábue com o mundo
exterior. Seu principal objetivo era estabilizar a economia.
O ex-vice-presidente foi um assessor crucial de Mugabe
durante décadas e é acusado de participar da repressão de
zimbabuanos que desafiavam o líder.
Mnangagwa disse ter fugido do Zimbábue porque foi ameaçado
de morte depois de ter sido removido do partido governista. Ele
acrescentou que manteve contato com Mugabe e que foi convidado a
voltar ao país, mas que não retornará até que sua segurança seja
garantida.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP


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