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BRUXELAS, 13 Out (Reuters) – Ministros do Meio Ambiente da
União Europeia combinaram metas nacionais de redução de emissões
de poluentes nesta sexta-feira para mostrar como o bloco está
cumprindo seus compromissos climáticos, antes das conversas da
Organização das Nações Unidas (ONU) do mês que vem sobre o
combate ao aquecimento global.
A UE, terceira maior emissora do mundo e fiadora crucial do
acordo climático de Paris de 2015 para conter os gases
causadores do efeito estufa, vê a adoção da legislação como
essencial para sua credibilidade e influência sobre como as
regras climáticas globais são escritas.
A legislação atribui às nações da UE metas para a redução
das emissões de gases de efeito estufa que vão de zero a 40 por
cento para atingir o objetivo coletivo do bloco: ao menos 40 por
cento abaixo dos níveis de 1990 até 2030.
Os ministros expressaram a esperança de que um acordo sobre
metas politicamente delicadas -que exigirão uma mudança
econômica para uma tecnologia de baixa emissão de carbono em
setores que geram muitos empregos, como transporte, agricultura
e gerenciamento de dejetos – possa ajudar a destravar conversas
duras sobre outras questões climáticas.
Horas de conversas sobre reformas no Sistema de Comércio de
Emissões da UE, um sistema de compra de permissões de emissão
para regular a poluição industrial, terminaram sem um acordo no
início desta sexta-feira.
Os ministros do Meio Ambiente também estão com dificuldade
para acertar regras sobre o manejo das florestas, cujo papel
como sumidouros de carbono é promovido pelo pacto de Paris,
assinado por 195 nações.
"Precisamos não perder de vista o sinal que esta legislação
enviará internacionalmente", disse a ministra britânica, Therese
Coffey, cujo país deve sair do bloco antes de as leis entrarem
em vigor, às suas contrapartes. "Isto é vital para a
credibilidade da UE."
Mas ambientalistas disseram que o acordo, que ainda precisa
ser negociado com o Parlamento Europeu, não foi longe o
suficiente para conter os efeitos mais graves da elevação das
temperaturas, à qual se atribuem o aumento das enchentes e ondas
de calor e a elevação do nível dos mares.
Eles criticaram medidas cuja meta é ajudar países europeus
de renda mais baixa a cumprirem suas obrigações.
"A posição acordada está longe de adequada", opinou
Gerben-Jan Gerbrandy, deputado holandês que representará o
Parlamento nas conversas para se chegar a uma lei definitiva.
"Alguns governos da UE teriam que fazer poucos esforços de
verdade em seus países."
(Por Alissa de Carbonnel)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447505))
REUTERS MPP


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