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Por Madeline Chambers e Sabine Siebold
BERLIM, 14 Jun (Reuters) – A chanceler alemã, Angela Merkel,
se esforçou nesta quinta-feira para encontrar um meio-termo em
relação à política de imigração com seus aliados da Baviera,
esperando evitar uma crise em sua coalizão de governo apenas
três meses após assumir o poder.
A autoridade de Merkel e o futuro de sua aliança estão em
jogo, com os conservadores da Baviera e os sociais-democratas
(SPD) em um momento onde as divisões na Europa chegaram ao ápice
quando uma embarcação levando imigrantes teve sua entrada
recusada na Itália.
A disputa com o ministro do Interior, Horst Seehofer, e sua
União Social Cristã da Baviera (CSU) acontece por conta de seu
"Plano para Imigração", um plano de ação no qual ele quer
mostrar eleitores uma nova linha dura antes de uma difícil
eleição regional da Baviera em outubro.
Não havia acordo imediato em vista após uma "reunião de
crise" na noite de quinta-feira. Parlamentares da CSU e dos
Democratas Cristãos de Merkel (CDU), que formam um bloco
parlamentar, fizeram reuniões separadas, em um sinal do
aprofundamento da disputa.
O jornal Augsburger Allgemeine citou um parlamentar anônimo
da CSU que disse que o partido da Baviera cogitava deixar o
bloco parlamentar.
Fontes dizem que muitos parlamentares da CDU haviam apoiado
uma proposta de compromisso feita pela chanceler. No entanto, o
ministro da Saúde do CDU e crítico de Merkel Jens Spahn não
apoiou completamente a ideia e pediu que os parlamentares fossem
consultados, segundo informou a imprensa alemã, incluindo o
Spiegel online.
Merkel se opõe à parte do plano de Seehofer que permite que
as autoridades alemãs rejeitas migrantes que cheguem à fronteira
alemã, atraídos pela prosperidade e estabilidade do país, se
eles já estiverem registrados em outros Estados da UE no sul.
Isso representaria uma inversão de sua política de portas
abertas para migrantes de 2015, que já foi reduzida. Ela
argumenta que fazer isso poderia resultar em outros países
seguindo o exemplo, e que uma solução europeia é a melhor
abordagem.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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