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SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) – Economistas pioraram muito as
expectativas para o déficit primário do governo central
(Tesouro, Banco Central e Previdência) em 2018, segundo o
relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira pelo
Ministério da Fazenda, e agora o resultado esperado está muito
próximo da meta oficial para o ano.
Pela mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste
mês, a projeção para o rombo primário subiu a 151,192 bilhões de
reais, contra 138,543 bilhões de reais anteriormente. A meta
estabelecida pelo governo é de saldo negativo em 159 bilhões de
reais.
A piora do cenário ocorreu após a greve dos caminhoneiros,
que durou 11 dias no final de maio e praticamente paralisou o
país, e gerou enorme custo fiscal ao governo, de 13,5 bilhões de
reais para bancar subsídios e renúncias fiscais que garantiram
redução no preço do diesel até o fim deste ano.
Mesmo assim, o governo continuou reiterando a viabilidade da
meta, citando bons resultados da arrecadação, por exemplo. No
entanto, a greve terá forte impacto na economia, com os agentes
econômicos reduzindo suas projeções de crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) para este, já abaixo de 2 por cento.
O Prisma mostrou ainda que, para 2019, a projeção agora é de
um déficit primário de 117,875 bilhões de reais, pior que a
conta de 105,930 bilhões de reais no levantamento anterior e
também dentro da meta de 139 bilhões de reais.
Quanto à dívida bruta, os cálculos dos economistas ficaram
piores para 2018, em 75,8 por cento do PIB, contra 75 por cento
no mês passado. Para 2019, o cálculo foi a 77,80 por cento do
PIB, sobre 76,80 por cento anteriormente.

(Por Patrícia Duarte; Edição de Claudia Violante)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))

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