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Por Yara Bayoumy

KUWAIT (Reuters) – Os Estados Unidos exortaram nesta terça-feira os membros da coalizão que combate o Estado Islâmico a ajudarem a reconstruir o Iraque ou correrem o risco de ver uma reversão nos avanços feitos sobre o grupo no país do Oriente Médio.

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Washington lidera a coalizão e espera que, após uma luta de três anos para derrotar os militantes, possa contar de maneira geral com aliados do Golfo Pérsico para dividir o fardo de reconstruir o Iraque e para uma aproximação entre iraquianos e sauditas para enfraquecer a influência do Irã no país, que é comandado por um governo de liderança xiita.

O Estado Islâmico assumiu o controle de grandes partes do Iraque e da Síria em 2014.

Doadores e investidores se reuniram no Kuwait nesta semana para debater iniciativas para reerguer a economia e a infraestrutura do Iraque agora que ele emerge de um conflito devastador com os militantes linha-dura, que dominaram quase um terço da nação.

Bagdá declarou vitória sobre o Estado Islâmico em dezembro, depois de reconquistar todo o território capturado pelos militantes em 2014 e 2015. Os combatentes também foram derrotados em grande medida na vizinha Síria.

Os EUA valorizam as "contribuições generosas" de membros da coalizão no último ano, mas é preciso mais, disse o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, na reunião da coalizão no Kuwait.

"Se comunidades do Iraque e da Síria não puderem voltar à vida normal, corremos o risco do retorno das condições que permitiram ao ISIS (Estado Islâmico) tomar e controlar vastos territórios", disse.

"Devemos continuar a libertar resquícios não atacados da guerra deixados para trás pelo ISIS, habilitar hospitais a reabrirem, restaurar os serviços de água e eletricidade e levar meninos e meninas de volta à escola".
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