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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

BRASÍLIA, 6 Jun (Reuters) – O pré-candidato pelo MDB à
Presidência da República e ex-ministro da Fazenda Henrique
Meirelles propôs nesta quarta-feira a criação de um fundo para
estabilização do preço final dos combustíveis, e defendeu mais
capital privado na Petrobras, mas não a privatização da estatal.
Ao defender que a política de preços da Petrobras
obedeça a critérios como a estrutura de custos da empresa e
rechaçar o controle de preços, o ex-ministro explicou que sua
ideia, caso eleito, é instituir um fundo que compense as
variações do preço do óleo.
“Uma coisa é o preço da Petrobras, outra é o preço na
bomba”, disse, em sabatina com presidenciáveis organizada pelo
jornal Correio Braziliense e pelo Sindicato Nacional dos
Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco).
“Quando o preço do petróleo cai é o momento em que se
aumenta os impostos automaticamente e esses recursos não iriam
para o Orçamento Geral da União, iriam para um fundo de
estabilização. No momento em que o petróleo subisse, esse fundo
seria usado para compensar a queda dos impostos que também seria
automática”, explicou.
Questionado, disse ser favorável a uma pulverização do
capital da Petrobras, ressaltando, no entanto, ser contra a
privatização da estatal no "sentido clássico", para não se criar
um monopólio privado.
“Uma proposta, poderia se evoluir a aumentar a participação
privada na Petrobras, não vender a Petrobras para um, privatizar
no sentido clássico da pergunta”, disse, defendendo a adoção de
uma “administração profissional” da empresa. “Precisamos ter o
cuidado para não criar um monopólio privado.”
Da mesma forma, disse que “com o tempo” é possível avaliar a
abertura do capital da Caixa Econômica Federal. Considerou,
entretanto, que “vender” o Banco do Brasil a um outro
banco iria configurar um oligopólio.
“Tudo tem que ser feito com responsabilidade e tendo em
vista o interesse público”, afirmou.

"HISTÓRICO PARA MOSTRAR"
Sobre a reforma da Previdência, medida que o governo do
presidente Michel Temer e ele como ministro da Fazenda
fracassaram em concretizar, Meirelles afirmou que é “inevitável”
e que já não é mais o caso de discutir “se” será feita, mas
“quando”.
O presidenciável disse cofiar que um governo eleito teria
força para promover uma reforma “eficaz e justa”. Também mostrou
a mesma confiança quando questionado sobre os reflexos da baixa
popularidade do governo Temer em sua candidatura.
Para Meirelles, seu histórico e os resultados que alcançou
na economia conferem uma vantagem competitiva em relação a quem
tem apenas um “discurso” a oferecer.
“Tive um papel central no processo de reformas, no processo
de condução da economia, é diferente de quem estava fora”,
avaliou.
“O fato de eu ter um histórico para mostrar, uma história de
sucesso quando estive no Banco Central (no governo do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva)… quando o Brasil
cresceu, acho que isso é uma vantagem e não uma desvantagem.”

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito
Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 5511 56447702; Reuters
Messenger: [email protected]))


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