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BRASÍLIA, 14 Fev (Reuters) – O ministro da Secretaria de
Governo, Carlos Marun, disse nesta quarta-feira que o governo
ainda trabalha com a ideia de conseguir mais 40 votos a favor da
reforma da Previdência, e reiterou que fevereiro é a data limite
para a Câmara votar a proposta, mas ressaltou que a decisão de
colocar a medida em votação será do presidente da Casa, Rodrigo
Maia (DEM-RJ).
Marun afirmou que deve se reunir com líderes dos partidos já
na próxima segunda-feira para fazerem uma avaliação mais
atualizada da posição das bancadas em relação à reforma.
Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição
(PEC), a reforma precisa do apoio de pelo menos 308 dos 513
deputados em dois turnos de votação, antes de seguir para o
Senado.
Marun reforçou que novas modificações no texto da
Previdência só poderão ocorrer se garantirem mais votos
favoráveis à proposta.
O ministro aproveitou também para reafirmar que o governo
continua confiando no "bom senso" da Justiça sobre a posse da
deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) no Ministério do Trabalho.
Nesta quarta-feira, a presidente do Supremo Tribunal
Federal, ministra Cármen Lúcia, decidiu que cabe ao STF julgar o
processo que envolve a posse da deputada no ministério e não do
Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Cármen Lúcia determinou a remessa dos autos do caso do STJ
ao STF para julgamento pela corte. Na prática, a posse da
deputada continua suspensa até julgamento do caso pelo Supremo.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito; Texto de
Alexandre Caverni; Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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