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CABUL, 15 Fev (Reuters) – Mais de 10 mil civis afegãos foram
mortos ou feridos em episódios de violência no ano passado,
principalmente devido a ataques com bomba de militantes, e os
ataques aéreos dos Estados Unidos e de forças do governo estão
infligindo um saldo crescente de vítimas, informou a Organização
das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira.
O presidente dos EUA, Donald Trump, adotou uma estratégia
mais agressiva no Afeganistão em agosto, incluindo o aumento dos
ataques aéreos, e os militantes responderam com ataques em Cabul
nas últimas semanas, matando quase 150 pessoas.
O saldo geral de vítimas civis de 2017, de 3.438 mortos e
7.015 feridos, foi nove por cento inferior ao de 2016, mas as
cifras enfatizam o grande número de vítimas causadas por bombas
de militantes, segundo a ONU.
"Os ataques nos quais elementos antigoverno visaram civis
deliberadamente representaram 27 por cento do total de baixas
civis… sobretudo de ataques suicidas e complexos", disse a ONU
em um comunicado.
Os atentados mais letais desde que a missão da ONU começou a
registrar baixas civis em 2009 foi em Cabul, no dia 31 de maio,
quando um homem-bomba detonou um caminhão com explosivos,
matando 92 civis e ferindo 491.
Dois terços de todas as baixas do ano passado foram
infligidos por forças antigoverno. O Taliban foi responsável por
42 por cento, o Estado Islâmico por 10 por cento e outros 13 por
cento foram causadas por elementos antigoverno desconhecidos.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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