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LONDRES, 20 Jan (Reuters) – O presidente da França, Emmanuel
Macron, disse neste sábado que o Reino Unido conseguirá firmar
um acordo com a União Europeia após o Brexit, um dos principais
objetivos da primeira-ministra britânica, Theresa May.
Mas, em entrevista à BBC, ele afirmou que o centro
financeiro de Londres não terá o mesmo tipo de acesso à UE
segundo o acordo com May, que prevê a saída do país do mercado
comum e da união aduaneira do bloco.
Macron afirmou no passado que o Reino Unido poderá ter
acordos com a UE ao estilo daqueles feitos com Canadá e Noruega,
mas não um especial para a nação.
Perguntado se isso era justo, por causa do longo período
pelo qual o Reino Unido foi parte da UE, Macron disse: "Não é
uma questão de ser justo ou injusto. Isso é uma referência. Mas,
com certeza, você elaborará sua própria solução".
Perguntado se haveria uma solução especial para os
britânicos, ele respondeu: "Claro, mas você vai… Eu uso essas
duas referências porque essa solução especial deve ser
consistente com a preservação de um mercado comum e de nossos
interesses coletivos".
"E você tem que entender que não pode, por definição, ter
todo o acesso ao mercado único se você não está dentro",
acrescentou.
O presidente francês insistiu que o Reino Unido não terá
acesso total ao mercado único da UE sem aceitar seus básicos
princípios de liberdade de movimento e aceitar a jurisdição do
bloco.
"Quando você decide não aceitar as pré-condições, não é
acesso total", afirmou. "Então talvez tenhamos algo entre o
acesso total e um acordo comercial", avaliou.
Macron repetiu um alerta feito durante uma visita à
Grã-Bretanha na quinta-feira, de que o acesso total à União
Europeia por parte dos serviços financeiros britânicos não era
possível.
"Isso depende das propostas feitas pelo Reino Unido", disse.
"Mas, claro, o acesso total aos serviços financeiros do mercado
único não é factível, devido à funcionalidade dele. Então, por
definição, não é acesso total."
O Reino Unido e a UE chegaram a um acordo de separação no
mês passado que previa conversas sobre laços comerciais, o que
alimentou esperanças de um Brexit mais suave.
(Por Stephen Addison)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7723))
REUTERS CV


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