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O Juiz Federal,  Sérgio Moro, acatou a decisão do Ministério Público Federal – MPF contra o ex- presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que agora passa a ser réu no caso do Sítio em Atibaia, interior de São Paulo. A decisão de 15 páginas foi divulgada no final desta tarde e, com isso, Lula passa a ser réu em mais três processos, sendo que um deles, o do apartamento no Edifício Solaris , em Guarujá, litoral Sul de São Paulo, já  condenado a 9 anos e quatro meses.

No despacho de hoje, o Juiz Moro destaca que “em nova grande síntese, alega o MPF que o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, teria participado conscientemente do esquema criminoso, inclusive tendo ciência de que os diretores da Petrobrás utilizavam seus cargos para recebimento de vantagem indevida em favor de agentes políticos e partidos políticos. Com isso, o MPF que, como parte de acertos de propinas destinadas a sua agremiação política em contratos da Petrobras, o Grupo Odebrecht e o Grupo OAS, teriam pago vantagem indevida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva consubstanciada em reformas no Sítio de Atibaia por ele utilizado.”

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Apesar do sítio ter por proprietários as referidas pessoas, foi constatado, segundo a denúncia, que era  ocupado com frequência por Lula e pela família. O MPF afirma que o Sítio de Atibaia seria, de fato, de propriedade do ex-presidente.

O Sítio em Atibaia passou a sofrer reformas significativas ainda em 2010, ou seja, durante o mandato presidencial e que prosseguiram até meados de 2014.

Cerca de R$ 150.500,00 foram gastos em reformas por José Carlos Bumlai com o auxílio de Rogério Aurélio Pimentel e de Fernando Bittar, e com o conhecimento de Lula.

Cerca de R$ 700 mil foram gastos em reformas pela Odebrecht, com o envolvimento específico de Emílio Alves Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, dos subordinados Carlos Armando Guedes Paschoal e Emyr Diniz Costa Júnior, com o auxílio de Rogério Aurélio
Pimentel, Roberto Teixeira e Fernando Bittar, e com o conhecimento do ex-presidente.

Conforme a sentença, não há qualquer registro de que o ex-presidente tenha pago qualquer valor por essas reformas realizadas no sítio.

Ainda de acordo com o MPF,  Lula seria o beneficiário das reformas e o responsável pelo esquema de corrupção instaurado na Petrobras.


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