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TÓQUIO, 9 Mai (Reuters) – Após uma década de negociações,
Japão e China concordaram nesta quarta-feira em criar uma linha
direta de segurança para evitar qualquer confronto naval entre
as duas potências asiáticas.
O acordo é o mais recente resultado de um esforço para
melhorar os laços diplomáticos afetados pela persistente
amargura sobre a ocupação de parte da China pelo Japão em tempos
de guerra e uma disputa sobre a posse de ilhas menores no Mar da
China Oriental.
Em uma cerimônia pública depois de uma cúpula em Tóquio, o
primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o premiê chinês, Li
Keqiang, acompanharam a assinatura de um pacto para estabelecer,
em 30 dias, uma linha direta para oficiais de defesa se
comunicarem durante incidentes envolvendo embarcações ou
aeronaves militares.
As negociações sobre a linha direta haviam parado em 2012,
depois que o governo japonês comprou as ilhas em disputa,
conhecidas em Tóquio como Senkaku e em Pequim como a Diaoyu, de
um proprietário privado.
O movimento visava deter uma compra mais inflamada pelo
governo da cidade de Tóquio, então liderado por um governador
nacionalista.
Além da linha direta, o pacto desta quarta-feira prevê
reuniões regulares entre oficiais de defesa de ambos os países e
um mecanismo para que as suas embarcações navais se comuniquem
no mar para evitar incidentes marítimos.
(Por Tim Kelly e Kiyoshi Takenaka)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH PF


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