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Por Gavin Jones
ROMA, 4 Jun (Reuters) – A Itália não será mais o "campo de
refugiados da Europa", disse o recém-empossado novo ministro do
Interior italiano, Matteo Salvini, nesta segunda-feira,
prometendo ações duras para reduzir a chegada de imigrantes e
enviar de volta os que já chegaram.
Salvini, líder do partido de extrema-direita Liga e
vice-primeiro-ministro da coalizão eurocética que assumiu o
poder na semana passada, fez da contenção da imigração o
carro-chefe de seu partido, cuja popularidade está crescendo
rápido nas pesquisas de opinião.
No domingo, dois dias depois de o governo ser empossado,
Salvini seguiu para a Sicília, o principal porto de entrada dos
mais de 600 mil imigrantes que chegaram às praias da Itália
vindos do norte da África desde 2014.
"A festa acabou" para os imigrantes na Itália, disse antes
de visitar um centro de recepção no porto de Pozzallo, onde os
recém-chegados de barco são registrados e identificados com
fotos e impressões digitais.
A Liga disse que a maioria dos imigrantes não têm direito ao
status de refugiados, que seu país não pode se dar o luxo de
ajudá-los e que aceitando salários baixos eles pioram as
condições de trabalho dos italianos.
Salvini manteve a pressão nesta segunda-feira, dizendo em
uma entrevista a uma rádio que a Itália "não pode ser
transformada em um campo de refugiados" e prometendo pressionar
para que os parceiros de Roma obtenham mais assistência da União
Europeia para lidarem com o problema.
"É claro e óbvio que a Itália foi abandonada, agora temos
que ver os fatos", disse Salvini quando indagado sobre os
comentários da chanceler alemã, Angela Merkel, segundo a qual a
Europa precisa de uma nova abordagem para a imigração.
Salvini, que quer abrir um novo centro de detenção e
deportação de imigrantes em cada região italiana, tuitou mais
tarde: "ou a Europa nos dá uma mão para tornar nosso país
seguro, ou escolheremos outros métodos".
A Itália se tornou a principal rota dos imigrantes
econômicos e dos postulantes de asilo para a Europa. Centenas de
milhares deles fazem a perigosa travessia que parte do norte
africano todos os anos, e milhares morrem no mar. A outra rota
principal, da Turquia à Grécia, foi fechada em grande parte
depois da chegada de mais de um milhão de pessoas em 2015.
Depois que ao menos 48 imigrantes morreram no final de
semana quando seu barco afundou na costa tunisiana, Salvini
disse não haver razão para as pessoas estarem fugindo da
Tunísia, que é "um país livre e democrático".
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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