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JERUSALÉM, 8 Dez (Reuters) – A polícia de Israel aumentou
sua presença em Jerusalém em preparação para o "dia de raiva"
palestino, mas não estabeleceu nenhuma restrição extra para o
acesso de religiosos à mesquita Al Aqsa, dizendo que não havia
nenhum indício de instabilidade no local.
Facções palestinas convocaram protestos em resposta à
decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de
reconhecer Jerusalém como capital de Israel. O grupo islâmico
Hamas, que controla a Faixa de Gaza, pediu que palestinos
iniciem uma nova insurreição.
Nesta sexta-feira, milhares de manifestantes protestaram nos
países de maioria muçulmana Indonésia e Malásia, onde
autoridades locais reforçaram a segurança do lado de fora das
embaixadas norte-americanas.
Na quinta-feira, ao menos 31 palestinos ficaram feridos em
confrontos com tropas israelenses na Cisjordânia ocupada e na
fronteira entre Israel e Gaza. Também aconteceram protestos na
Jordânia, Turquia, Paquistão e Tunísia.
Em tempos de tensão entre Israel e palestinos, casos de
violência têm acontecido com frequência após as orações de
sexta-feira no complexo de Jerusalém onde está localizada a
mesquita Al Aqsa, no topo de uma montanha conhecida por
muçulmanos como Nobre Santuário e por judeus como Monte do
Templo. Muitas vezes, Israel impôs restrições para acessar o
local quando estava antecipando confrontos.
"Nós não temos nenhuma indicação de que haverá perturbações
no monte, portanto não há nenhuma restrição. Se houverem
perturbações, então nós responderemos imediatamente", disse o
porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, à Reuters.
(Reportagem de Maayan Lubell)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP ES


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