Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Nidal al-Mughrabi
FRONTEIRA DE GAZA, 4 Mai (Reuters) – Tropas de Israel
dispararam tiros e gás lacrimogêneo contra palestinos na
fronteira entre seu país e Gaza nesta sexta-feira, parte de um
protesto prolongado, e deixaram cerca de 1.100 feridos.
Médicos disseram que 82 pessoas foram feridas com munição
real e que outras 800 foram tratadas devido à inalação de gás e
a outros ferimentos do lado de Gaza da cerca de fronteira de 40
quilômetros, onde palestinos montaram acampamentos em 30 de
março para marcar o que chamam de "A Grande Marcha do Retorno".
Jovens lançaram pneus em chamas até uma distância de 300
metros da cerca, tentando usar a fumaça como cobertura para
lançarem pedras através da barreira e escapar dos atiradores de
elite israelenses. Disparos do Exército já mataram ao menos 43
palestinos na divisa ao longo do último mês.
Os manifestantes disseram ter usado estilingues para
derrubar dois pequenos drones de observação de Israel. O
Exército confirmou a perda das aeronaves de controle remoto.
Enfrentando críticas internacionais devido ao uso de munição
real nos protestos, Israel diz estar protegendo sua fronteira e
adotando tais ações só quando os manifestantes, alguns atirando
coquetéis incendiários e tentando plantar explosivos, se
aproximam demais.
Nesta sexta-feira soldados enfrentaram "aproximadamente 10
mil palestinos participando de tumultos em cinco locais ao longo
da fronteira da Faixa de Gaza", disse um porta-voz militar,
acrescentando que um grupo tentou romper a cerca e entrar em
território israelense.
No momento em que Israel comemora seu 70º aniversário, os
palestinos lamentam o que chamam de "Nakba" (catástrofe) da
expropriação em massa de seu povo durante o conflito que
irrompeu em 1948.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


Assuntos desta notícia