Clicky

MetaTrader 728×90

JERUSALÉM, 16 Abr (Reuters) – Israel manteve nesta
segunda-feira seu silêncio oficial a respeito de um suposto
envolvimento em um ataque aéreo contra uma base aérea da Síria
em 9 de abril, depois que o jornal New York Times citou uma
fonte militar israelense não identificada segundo a qual seu
país de fato realizou a ação.
A Síria e a Rússia, sua maior aliada, culpam Israel pelo
ataque realizado perto da cidade de Homs, que se seguiu a
relatos de um ataque com gás venenoso das forças do presidente
sírio, Bashar al-Assad, na cidade rebelada de Douma.
Israel, que alvejou instalações do Exército sírio diversas
vezes ao longo da guerra civil de sete anos de seu vizinho, nem
confirmou nem negou ter efetuado a operação. Mas autoridades
israelenses disseram que a base aérea de Tiyas está sendo usada
por tropas do Irã, e que Israel não aceitará tal presença de seu
arqui-inimigo na Síria.
A agência de notícias iraniana Tansim relatou que sete
efetivos militares de seu país morreram no ataque, que
contribuiu para a elevação das tensões entre o Ocidente e a
Rússia.
"(O ataque de Tiyas) foi a primeira vez que atacamos alvos
iranianos ativos, tanto instalações quanto pessoas", disse a
fonte militar israelense, segundo Thomas Friedman, colunista do
New York Times.
Friedman descreveu os sete iranianos mortos como membros da
Força Quds, um ramo da Guarda Revolucionária que supervisiona
operações no exterior, e um deles como comandante de uma unidade
de drones.
Indagada sobre a atribuição de responsabilidade israelense
citada no NYT, uma porta-voz militar de Israel respondeu: "Não
tenho comentários neste momento".
Embora admita que realizou dezenas de ataques contra
possíveis mobilizações ou transferências de armas iranianas a
guerrilhas do grupo libanês Hezbollah na Síria, Israel
normalmente não comenta missões específicas.
O ataque a Tiyas ocorreu dias antes de Estados Unidos, Reino
Unido e França dispararem 105 mísseis contra o que Washington
alegou serem três instalações de armas químicas da Síria em
retaliação ao suposto ataque com gás venenoso.
Assad negou usar armas químicas.
Apesar de a fonte do NYT ter dito que a morte dos iranianos
em Tiyas foi algo inédito nas missões israelenses na Síria, um
ataque aéreo de 2015 que o Hezbollah atribuiu a Israel matou um
general iraniano e vários combatentes da guerrilha libanesa.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


Assuntos desta notícia

Join the Conversation