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Por Deisy Buitrago e Alexandra Ulmer
CARACAS, 17 Mai (Reuters) – Diplomaticamente isolado, o
presidente da Venezuela recebeu uma demonstração de apoio de seu
homólogo turco, Tayyip Erdogan, e do ex-jogador argentino Diego
Maradona, nesta quinta-feira, pouco antes de uma eleição que
será boicotada pela coalizão opositora e que vendo sendo
criticada por Washington.
Os Estados Unidos, a União Europeia e grandes países
latino-americanos criticaram a votação de domingo, na qual o
líder de esquerda Nicolás Maduro deve se reeleger para um
mandato de seis anos.
Críticos dizem que Maduro, ex-motorista de ônibus de 55 anos
à frente de um país assolado por um colapso econômico, tem sua
vitória virtualmente assegurada, já que dois dos líderes
opositores mais populares estão proibidos de concorrer e a
comissão eleitoral é pró-governo.
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, vem ameaçando
adotar mais sanções e exortou a América Latina a impedir o
acesso de autoridades venezuelanas aos sistemas financeiros e a
restringir seus vistos de viagem.
Por isso gestos de apoio vindos do exterior são
particularmente bem-vindos para Maduro, que tenta legitimar sua
provável reeleição apesar de uma crise econômica brutal que tem
obrigado seus compatriotas a pularem refeições, sucumbir a
doenças antes controladas e emigrar em massa.
Em uma conversa exibida ao vivo em uma tela dividida na
televisão estatal nesta quinta-feira, Maduro e Erdogan tiveram
uma conversa artificial e traduzida que passou por vários
problemas técnicos.
"Desejo a você muito sucesso na próxima eleição, e um mês
depois acho que teremos sucesso na Turquia. Uma de minhas
primeiras tarefas será uma visita de Estado à Venezuela", disse
Erdogan, referindo-se às eleições presidencial e parlamentar de
seu país no dia 24 de junho. "Tenho fé de que você triunfará".
Por sua vez, Maduro disse a Erdogan que "os venezuelanos vão
dar uma lição sobre democracia e liberdade para o mundo no
domingo".
No encerramento do evento de Maduro na quinta-feira no
centro de Caracas, Maradona surpreendeu a multidão ao dançar ao
ritmo de reggaeton enquanto agitava uma bandeira venezuelana
amarela, azul e vermelha.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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