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ANCARA, 8 Dez (Reuters) – Centenas de iranianos participaram
de protestos por todo o país nesta sexta-feira para condenar a
decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de
reconhecer Jerusalém como capital de Israel nesta semana,
relatou a TV estatal.
Líderes do Irã, onde a oposição a Israel e apoio à causa
palestina tem sido central para a política externa desde a
revolução islâmica de 1979, denunciaram a decisão de Trump,
incluindo seu plano de transferir a embaixada dos EUA para
Jerusalém.
A TV estatal transmitiu imagens de manifestantes entoando
"morte à América" e "morte a Israel", segurando bandeiras
palestinas e cartazes com os dizeres: "Quds pertence aos
muçulmanos", usando o nome árabe para a cidade. Em diversos
locais, manifestantes queimaram imagens de Trump, relatou a
mídia iraniana.
O Irã considera que a Palestina compreende toda a Terra
Santa, incluindo o Estado judeu, que não reconhece. Teerã tem
pedido repetidamente pela destruição de Israel e apoiado
diversos grupos militantes islâmicos em sua luta contra o país.
A oposição à decisão de Trump uniu facções iranianas
pragmáticas e de linha-dura, com o presidente pragmático, Hassan
Rouhani, e comandantes da Guarda Revolucionária do Irã
convocando iranianos a participar de manifestações nacionais do
"dia de raiva".
Alguns manifestantes queimaram imagens de Trump e do
primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enquanto
entoavam "morte ao demônio".
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP ES


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