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Por Babak Dehghanpisheh
BEIRUTE, 9 Jan (Reuters) – O Irã frustrou tentativas de
inimigos estrangeiros de tornar protestos legítimos em uma
insurgência para derrubar a República Islâmica, disse nesta
terça-feira o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.
Comentários de Khamenei em sua conta no Twitter e na mídia
iraniana destacaram a confiança do establishment iraniano de que
extinguiu os protestos que se espalharam por mais de 80 cidades
e deixaram ao menos 22 mortos a partir do final de dezembro.
"Mais uma vez, a nação diz aos Estados Unidos, ao Reino
Unido, e àqueles que buscam derrubar a República Islâmica do Irã
no exterior que 'vocês fracassaram, e vocês irão fracassar no
futuro também'", tuitou Khamenei.
A Guarda Revolucionária, força militar leal a Khamenei,
informou no domingo que as forças da segurança colocaram um fim
às agitações, que informou terem sido estimuladas por inimigos
estrangeiros.
Ao menos mil pessoas foram presas nos maiores protestos
contra o governo em quase uma década, e o Judiciário disse que
líderes das manifestações podem enfrentar pena de morte.
Khamenei disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, quis chamar atenção quando tuitou a favor de
manifestantes que disse estarem tentando "retomar seu governo
corrupto" e prometeu "grande apoio dos Estados Unidos em momento
apropriado".
O líder iraniano tuitou: "Este homem que senta na liderança
da Casa Branca –embora pareça ser um homem muito instável– ele
precisa perceber que estes episódios extremos e psicóticos não
serão deixados sem uma resposta".
Além de Washington e Londres, Khamenei colocou a culpa da
violência em Israel, no grupo dissidente exilado
Mojahedin-e-Khalq e em "um rico governo" no Golfo, em uma
referência ao rival regional do Irã, a Arábia Saudita.
Khamenei chamou os protestos –que começaram inicialmente
por questões econômicas, mas rapidamente se tornaram políticos–
de "brincadeira com fogo", mas disse que os cidadãos possuem um
direito de expressar preocupações legítimas, uma rara concessão
de um líder que habitualmente expressa claro apoio às repressões
das forças da segurança.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP PF


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