Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

BRASÍLIA, 14 Jun (Reuters) – O governo vai defender na
Justiça a existência da tabela de frete para transporte
rodoviário como parte do acordo com os caminhoneiros, afirmou
nesta quinta-feira o ministro da Secretaria de Governo, Carlos
Marun.
"Os compromissos que o governo assumiu com o setor dos
caminhoneiros estão sendo e serão todos cumpridos, inclusive a
defesa judicial da tabela do frete", disse Marun.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, deu 48
horas para o governo se manifestar no âmbito de uma Ação Direta
de Inconstitucionalidade impetrada pela Associação do Transporte
Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR Brasil) contra a medida
provisória que criou a tabela. A alegação é que a tabela acaba
com o princípio da livre concorrência.
A tabela de frete é parte do acordo entre o governo e as
associações que reúnem os caminhoneiros autônomos para encerrar
uma greve de 11 dias que causou grave desabastecimento no país.
No entanto, diversas entidades questionam a decisão do governo e
alegam que irá encarecer o preço dos produtos.
A Confederação Nacional da Indústria anunciou nesta quinta
que vai entrar com uma outra ação no STF para também tentar
derrubar a tabela.

VOTAÇÕES
Em entrevista no Palácio do Planalto, Marun disse ainda que
o governo estabeleceu como prioridade até o recesso parlamentar
a aprovação da privatização das distribuidoras de energia e a
possibilidade de cessão onerosa.
"São as pautas que o governo gostaria e pretende contribuir
para que sejam aprovadas antes do recesso. Está andando bem a
produção legislativa, está positiva. Isso nos anima a ser
otimista e esperar a aprovação nas duas Casas desses dois
temas", disse Marun.
Na noite de quarta-feira, a Câmara aprovou a urgência ao
projeto que autoriza a Petrobras a vender até 70 por
cento dos campos da chamada cessão onerosa.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por seu lado,
também já manifestou a intenção de levar adiante o projeto sobre
a privatização das distribuidoras de energia.
O recesso parlamentar começa em 17 de julho. No entanto, o
mês de junho já costuma ser mais lento no Congresso devido às
festas juninas no Nordeste, ainda mais em um ano eleitoral,
quando os deputados querem estar com em contato mais permanente
com suas bases. Este ano, além disso, a Copa do Mundo, que
começou nesta quinta, promete desacelerar ainda mais as próximas
semanas.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Reportagem de Lisandra Paraguassu
Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; +55.61.34267000;
Reuters Messaging:
[email protected]))


Assuntos desta notícia

Join the Conversation