Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Nidal al-Mughrabi
FRONTEIRA DE GAZA, 13 Abr (Reuters) – Soldados de Israel
feriram 30 palestinos a tiros durante um grande protesto na
fronteira entre Gaza e Israel nesta sexta-feira, durante o qual
manifestantes atiraram pedras e pneus em chamas perto da cerca
da divisa, disseram médicos palestinos.
Segundo militares israelenses, do lado de Gaza, alguns
atiraram coquetéis molotov e um artefato explosivo.
Milhares de palestinos chegaram a acampamentos próximos da
fronteira enquanto o protesto apelidado de "A Grande Marcha do
Retorno" – que evoca um clamor antigo de refugiados para voltar
aos seus lares ancestrais no que hoje é Israel – entrava em sua
terceira semana.
Tropas israelenses já mataram 30 palestinos de Gaza a tiros
desde o início das manifestações, provocando críticas
internacionais contra as táticas letais usadas contra eles.
Um porta-voz militar de Israel disse que os soldados estão
sendo confrontados por baderneiros e "respondendo com meios de
dispersão de tumulto, e também disparando de acordo com as
regras de engajamento".
Nesta sexta-feira grupos de jovens acenaram com bandeiras
palestinas e incendiaram centenas de pneus e bandeiras
israelenses perto da divisa cercada depois das orações. Em um
acampamento ao leste da Cidade de Gaza, jovens carregaram nos
ombros um caixão envolto na bandeira do Estado judeu com as
palavras "O Fim de Israel".
Israel declarou uma zona de interdição perto da cerca da
fronteira com Gaza e instalou atiradores de elite em sua
extensão.
Nenhum israelense morreu durante os protestos, e grupos de
direitos humanos dizem que os militares de Israel vêm usando
munição letal contra manifestantes que não representam risco
imediato de morte.
Israel afirma estar fazendo o que precisa para defender sua
fronteira e para impedir que algum manifestante atravesse a
cerca.
O protesto planejado para durar seis semanas ressuscitou uma
exigência antiga pelo direito de refugiados palestinos voltarem
para as cidades e vilarejos dos quais seus familiares fugiram,
ou foram expulsos, quando o Estado de Israel foi criado 70 anos
atrás.
O protesto começou em 30 de março e deve terminar em 15 de
maio.
Este é o dia em que os palestinos lamentarão o 70º
aniversário da "Nakba", ou "Catástrofe", quando centenas de
milhares de palestinos foram deslocados em meio à violência que
culminou na guerra entre o recém-criado Israel e seus vizinhos
árabes em maio de 1948.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


Assuntos desta notícia

Join the Conversation