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Por Karen Freifeld e Sarah N. Lynch e Mark Hosenball
WASHINGTON, 18 Mar (Reuters) – O testemunho do
procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, de que ele se opôs a
uma proposta da equipe de campanha do presidente Donald Trump em
2016 para encontros com os russos foi refutado por três pessoas
que disseram à Reuters terem falado sobre o assunto aos
investigadores do procurador especial Robert Mueller ou comitês
do Congresso.
Sessions testemunhou no Congresso em novembro de 2017 e na
ocasião reagiu à proposta feita pelo ex-assessor de campanha
George Papadopoulos em uma reunião da campanha de 31 de março de
2016. Então um senador do Alabama, Sessions presidiu a reunião
como chefe da equipe de política externa da campanha Trump.
"Sim, eu reagi", disse Sessions ao Comitê Judiciário da
Câmara em 14 de novembro, quando perguntado se ele combateu a
proposta de contato com a Rússia feita por Papadopoulos.
Sessions também foi entrevistado por Mueller depois disso.
Três pessoas que participaram da reunião da campanha em
março de 2016 disseram à Reuters que deram sua versão dos
eventos aos agentes do FBI ou aos investigadores do Congresso
indicando a interferência russa nas eleições de 2016. Embora os
relatos feitos à Reuters tenham diferenças em certos aspectos,
todos os três, que se recusaram a ser identificados, disseram
que Sessions não expressou objeções à ideia de Papadopoulos.
No entanto, outro participante da reunião, J.D. Gordon, que
era o diretor de segurança nacional da campanha Trump, disse aos
meios de comunicação, incluindo a Reuters, em novembro, que
Sessions se opôs fortemente à proposta de Papadopoulos e disse
que ninguém deveria tocar novamente no assunto. Em resposta a um
pedido de comentário, Gordon reafirmou no sábado sua declaração.
Sessions, por meio da porta-voz do Departamento de Justiça,
Sarah Isgur Flores, recusou-se a comentar além de seu testemunho
prévio. O escritório do procurador especial também se recusou a
comentar. A porta-voz dos Democratas e Republicanos no Comitê
Judiciário da Câmara não comentou imediatamente.
A Reuters não pôde determinar se Mueller está investigando
discrepâncias nos relatos da reunião de março de 2016.
As três testemunhas, que não foram divulgadas, levantam
novas questões sobre o testemunho de Sessions sobre o caso.
Sessions inicialmente não revelou ao Congresso as reuniões
que ele teve com o ex-embaixador russo Sergey Kislyak e
testemunhou em outubro que não tinha conhecimento de
funcionários de campanha se comunicavam com os russos.
Alguns democratas apontaram as discrepâncias no testemunho
de Sessions para sugerir que o procurador-geral pode ter
cometido falso testemunho. Uma acusação criminal exigiria
mostrar que Sessions teve a intenção de enganar. Sessions disse
ao Comitê Judiciário da Câmara que sempre disse a verdade e
apresentou o melhor de suas lembranças.
Especialistas jurídicos expressaram opiniões divergentes
sobre o significado das contradições citadas pelas três fontes.
Sessions pode argumentar não lembrar corretamente dos
acontecimentos ou interpretar sua resposta de maneira diferente,
fazendo com que qualquer contradição não seja intencional,
disseram alguns especialistas.
Jonathan Turley, professor de direito na Universidade George
Washington, disse que as palavras de Sessions podem ser muito
vagas para formar a base de um caso de falso testemunho porque
pode haver diferentes interpretações sobre o que os termos
significam.
"Se você está falando de declarações falsas, os promotores
procuram algo que seja concreto e claro", disse ele.
((Tradução Redação Brasília, +5561 34267020))


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