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ROMA, 15 Fev (Reuters) – O ex-primeiro-ministro italiano
Silvio Berlusconi tem reivindicado muitos feitos durante a
conturbada campanha eleitoral da Itália, e nesta quinta-feira
acrescentou mais um à lista: ele disse ter sido o principal
arquiteto do fim da Guerra Fria.
"Quando eu estava no governo em 2001, disse publicamente que
queria acabar com a Guerra Fria, que já durava 50 anos e era uma
angústia terrível", disse o líder do bloco de centro-direita
italiano em um talk show na televisão.
Isso surpreenderia muitos historiadores, que afirmam que a
Guerra Fria terminou entre a queda do Muro de Berlim, em 1989, e
o colapso da União Soviética, em 1991.
Mas Berlusconi sustentou que ela terminou em maio de 2002,
em uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(Otan) que ele presidiu perto de Roma e que contou com a
presença do presidente norte-americano, George W. Bush, e do
presidente russo, Vladimir Putin.
"E eu consegui (acabar com a Guerra Fria) porque aqui em
Roma, na (base aérea) Pratica di Mare, em 2002, convenci George
Bush e Vladimir Putin, usando todos os meus talentos de relações
amistosas, a encerrarem a Guerra Fria".
Ele disse que isso foi feito com "a assinatura de um tratado
com a Otan que previa a cooperação entre a Federação Russa e a
Otan em muitos setores, começando com o tráfico de drogas e o
tráfico de armas".
A cúpula terminou com uma declaração sobre as relações entre
Otan e Rússia que proporcionou mecanismos de consulta e
cooperação.
A aliança conservadora formada pela Força Itália, de
Berlusconi, e seus aliados de direita Liga Norte e Irmãos da
Itália deve conquistar a maioria dos assentos nas eleições de 4
de março, mas as pesquisas indicam que o grupo provavelmente não
obterá uma maioria absoluta.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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