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Por Josh Smith e Michelle Nichols
SEUL/ NAÇÕES UNIDAS, 30 Nov (Reuters) – Os Estados Unidos
alertaram que a liderança da Coreia do Norte seria "inteiramente
destruída" em caso de uma guerra depois que Pyongyang testou seu
míssil mais avançado, colocando o território continental dos EUA
ao alcance de suas armas nucleares e violando resoluções do
Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, vem
repetindo que está cogitando todas as opções para lidar com os
programas balístico e de armas nucleares norte-coreanos,
inclusive as militares, mas que prefere a opção diplomática.
Falando em uma reunião de emergência do Conselho de
Segurança da ONU, a embaixadora dos EUA, Nikki Haley, disse que
seu país jamais buscou a guerra com a Coreia do Norte.
"Se a guerra de fato vier, será por causa dos atos contínuos
de agressão como o que testemunhamos ontem", disse. "… e se a
guerra vier, não se enganem, o regime norte-coreano será
inteiramente destruído."
Haley disse que Washington pediu à China para interromper o
suprimento de petróleo para a Coreia do Norte, uma medida
drástica que Pequim – vizinho e único grande parceiro comercial
de Pyongyang – evitou adotar até agora. Trump e o presidente
chinês, Xi Jinping, conversaram por telefone no início da
quarta-feira.
"Acabei de falar com o presidente Xi Jinping da China sobre
as provocações da Coreia do Norte. Grandes sanções adicionais
serão impostas à Coreia do Norte hoje. Esta situação será
resolvida!", escreveu Trump no Twitter.
Governos norte-americanos anteriores foram incapazes de
impedir a Coreia do Norte de desenvolver armas nucleares e um
programa de mísseis sofisticado. Trump, que já disse que os EUA
iriam "destruir totalmente" a Coreia do Norte se necessário para
proteger a si mesmos e aos seus aliados da ameaça nuclear,
também vem se empenhando para conter Pyongyang desde que tomou
posse, em janeiro.
Buscar que a China use sua influência e prometer mais
sanções contra o regime são duas estratégias que renderam poucos
frutos até agora.
Durante um discurso sobre impostos no Missouri, Trump, que
já trocou insultos com a Coreia do Norte, referiu-se ao seu
líder, Kim Jong Un, com um apelido depreciativo.
"Homenzinho do foguete. Ele é um animalzinho doente", disse
Trump.
O regime, que realizou seu sexto e maior teste de bomba
atômica em setembro, já lançou dezenas de mísseis balísticos sob
a liderança de Kim.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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