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RIO DE JANEIRO (Reuters) – O presidente Michel Temer participou nesta sexta-feira de evento no Rio de Janeiro para anúncio da liberação de recursos para o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, e não fez qualquer referência ao quadro político nacional ou à denúncia apresentada na véspera contra ele pela Procuradoria-Geral da República.

Ao chegar ao local, Temer foi perguntado à distância por jornalistas que estavam impedidos de se aproximar do presidente por uma barreira de seguranças se falaria sobre a denúncia apresentada pela PGR, mas afirmou que era dia de falar sobre o hospital.

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Na saída, o presidente também ignorou apelos da imprensa, que ficou confinada em um sala e foi proibida de deixar o local até as autoridades partirem.

Temer foi denunciado na quinta-feira pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de organização criminosa e obstrução de investigações sob a acusação de liderar um esquema de desvio de recursos, pagamento de propina e outros delitos. [nL2N1LW02V]

Em nota divulgada após a denúncia, Temer classificou a atitude de Janot de "marcha irresponsável", e disse que o procurador-geral coloca em risco o instituto da delação premiada. [nL2N1LV2H6]

Em um breve discurso no evento desta sexta-feira, o presidente falou apenas sobre o tema específico do instituto de saúde e prometeu um esforço ampliado do governo federal, em parceria com o Estado do Rio de Janeiro, para a conclusão das obras no local antes do final de seu mandato presidencial, em dezembro de 2018, para que possa participar da inauguração.

Também participaram do evento desta sexta-feira no Rio, entre outras autoridades, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros da Saúde, Ricardo Barros, e da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)
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