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RIO DE JANEIRO, 15 Set (Reuters) – O presidente Michel Temer
participou nesta sexta-feira de evento no Rio de Janeiro para
anúncio da liberação de recursos para o Instituto Estadual do
Cérebro Paulo Niemeyer, e não fez qualquer referência ao quadro
político nacional ou à denúncia apresentada na véspera contra
ele pela Procuradoria-Geral da República.
Ao chegar ao local, Temer foi perguntado à distância por
jornalistas que estavam impedidos de se aproximar do presidente
por uma barreira de seguranças se falaria sobre a denúncia
apresentada pela PGR, mas afirmou que era dia de falar sobre o
hospital.
Na saída, o presidente também ignorou apelos da imprensa,
que ficou confinada em um sala e foi proibida de deixar o local
até as autoridades partirem.
Temer foi denunciado na quinta-feira pelo procurador-geral
da República, Rodrigo Janot, pelo crime de organização criminosa
e obstrução de investigações sob a acusação de liderar um
esquema de desvio de recursos, pagamento de propina e outros
delitos.
Em nota divulgada após a denúncia, Temer classificou a
atitude de Janot de "marcha irresponsável", e disse que o
procurador-geral coloca em risco o instituto da delação
premiada.
Em um breve discurso no evento desta sexta-feira, o
presidente falou apenas sobre o tema específico do instituto de
saúde e prometeu um esforço ampliado do governo federal, em
parceria com o Estado do Rio de Janeiro, para a conclusão das
obras no local antes do final de seu mandato presidencial, em
dezembro de 2018, para que possa participar da inauguração.
Também participaram do evento desta sexta-feira no Rio,
entre outras autoridades, o presidente da Câmara dos Deputados,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros da Saúde, Ricardo Barros,
e da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Texto de Pedro Fonseca;
Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

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