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BEIRUTE, 13 Mar (Reuters) – Civis doentes e feridos foram
mostrados na televisão estatal da Síria saindo do enclave
rebelde sitiado de Ghouta Oriental nesta terça-feira, no que
insurgentes e a Organização das Nações Unidas (ONU)
classificaram como uma retirada médica.
Mulheres carregando crianças pequenas, homens se
equilibrando em bengalas e um idoso em uma cadeira de rodas
foram mostrados andando em meio a um grupo de soldados sírios
perto do posto de cruzamento de Al-Wafideen, em Ghouta Oriental.
Uma campanha de quase um mês de ataques aéreos e de
artilharia do Exército no último grande bastião rebelde perto da
capital Damasco matou mais de 1.100 civis, segundo o Escritório
das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários.
Forças do governo sírio capturaram mais da metade de Ghouta
Oriental, um bolsão de cidades e terras de cultivo densamente
povoado onde a ONU diz que vivem 400 mil civis sob estado de
sítio desde 2013.
Avanços realizados nos últimos dias isolaram as grandes
cidades de Douma e Harasta uma da outra e de áreas vizinhas,
dividindo Ghouta Oriental em enclaves separados.
Yasser Delwan, representante político da facção rebelde
Jaish al-Islam, disse que as pessoas que partiram de Douma são
as primeiras de várias levas de pacientes que devem ser
retirados para serem tratados em outros locais.
Na segunda-feira, o grupo disse ter chegado a um acordo por
meio da ONU com a Rússia, a principal aliada de Damasco, para a
retirada de feridos.
A ofensiva governamental em Ghouta Oriental se tornou uma
das maiores da guerra que entra em seu oitavo ano, e caminha
para se tornar a maior derrota imposta aos insurgentes desde a
batalha de Aleppo em 2016.
A Rússia ofereceu passagem livre aos rebeldes e seus
familiares contanto que estes entreguem o território, uma tática
que Damasco e Moscou vêm usando na Síria desde 2015 à medida que
reconquistam mais partes do país.
Até agora as duas facções principais de Ghouta Oriental vêm
prometendo ficar e lutar.
A retirada desta terça-feira foi o primeiro acordo acertado
pelos rebeldes com a Rússia e Damasco para permitir a saída de
civis desde o início da ofensiva governamental.
A ONU pediu a remoção urgente de mil pacientes necessitados
de cuidados médicos de emergência e se disse preocupada com toda
a população de Ghouta Oriental, onde os remédios e alimentos já
estavam acabando antes do início da operação do governo,
iniciada em meados de fevereiro.
(Por Ellen Francis)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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