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Por Massimiliano Di Giorgio e Gavin Jones
ROMA, 7 Mai (Reuters) – A perspectiva de uma nova eleição na
Itália em julho aumentou nesta segunda-feira, quando o
presidente italiano, Sergio Mattarella, realizou uma rodada
final de consultas para tentar romper dois meses de impasse
político, mas se deparou com uma grande discórdia entre os
líderes partidários.
Os líderes dos dois partidos com mais cadeiras no
Parlamento, o antissistema Movimento 5 Estrelas e a Liga, de
extrema-direita, sugeriram a realização de uma eleição em 8 de
julho se não houver um acordo de última hora para a formação de
um novo governo.
Matteo Salvini, o líder da Liga, e Luigi Di Maio, líder do 5
Estrelas, propuseram a data depois de uma reunião no Parlamento
— seu primeiro encontro pessoal desde a votação de 4 de março,
que resultou em um Parlamento sem maioria para qualquer
partido.
"Oito de julho é a primeira data possível para se votar, e
Di Maio também concorda", disse Salvini a repórteres após o
encontro.
Mais cedo nesta segunda-feira, Salvini pediu a Mattarella
que o autorizasse a tentar formar um governo na condição de
chefe da aliança de centro-direita que conquistou mais assentos
na eleição.
Mas a centro-direita carece de cerca de 50 cadeiras para ter
uma maioria, e uma fonte do gabinete do presidente italiano
disse que, sem um acordo político claro, é mais provável que
Mattarella tente formar um governo neutro aceitável a uma ampla
gama de partidos.
Parece altamente improvável, no entanto, que tal governo
consiga vencer a moção de confiança que necessitaria para ter
início, já que tanto a Liga quanto o 5 Estrelas são hostis à
proposta.
Uma votação em julho, quando muitos italianos já estarão
desfrutando as férias de verão, seria inédita -– no período
pós-guerra as eleições sempre foram realizadas na primavera.
Mas uma fonte próxima de Mattarella disse que este desfecho
parece cada vez mais possível.
"A partir de hoje estamos em uma nova campanha eleitoral",
disse Di Maio a seus apoiadores no Facebook depois de se reunir
com Salvini. "Sei que estamos pedindo um grande sacrifício para
vocês irem votar novamente, mas não vejo nenhuma alternativa
possível. Fizemos tudo que podíamos".
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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