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ANCARA, 23 Nov (Reuters) – A Guarda Revolucionária do Irã
terá um papel ativo no estabelecimento de um "cessar-fogo"
duradouro na Síria, afirmou seu comandante, Mohammad Ali Jafari,
acrescentando que desarmar o grupo libanês Hezbollah não é uma
possibilidade negociável, relatou a TV estatal nesta
quinta-feira.
"O Hezbollah precisa estar armado para lutar contra o
inimigo da nação libanesa que é Israel. Naturalmente, eles
precisam ter as melhores armas para proteger a segurança do
Líbano. Essa questão não é negociável", disse Jafari, segundo a
TV.
Tensões regionais têm aumentado nas últimas semanas entre a
monarquia muçulmana sunita Arábia Saudita e o xiita Irã, e a
rivalidade tem causado transtornos na Síria, Iraque, Iêmen e
Bahrein.
A Arábia Saudita acusa o Hezbollah, grupo altamente armado e
apoiado pelo Irã, de ajudar forças houthis no Iêmen e de
contribuir para o ataque de míssil balístico contra o reino que
ocorreu no início deste mês. Tanto o Irã quanto o Hezbollah
negaram as acusações.
Jafari reiterou o posicionamento do Irã sobre seu contestado
desenvolvimento de míssil balístico, dizendo que seu programa de
mísseis tem objetivos de defesa e que não está sob negociação.
(Reportagem de Parisa Hafezi)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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