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Por Sarah Marsh
HAVANA, 30 Jan (Reuters) – O turismo em Cuba, um dos poucos
destaques da fragilizada economia da ilha, perdeu força devido à
passagem do furacão Irma e das restrições mais rigorosas do
governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às
viagens para o país caribenho, informou uma autoridade de
turismo cubana na segunda-feira.
Embora o número de visitantes tenha crescido quase 20 por
cento em 2017, caiu 10 por cento no ano transcorrido até
dezembro, e já recuou entre 7 e 8 por cento neste mês, segundo
José Manuel Bisbe York, presidente do conglomerado estatal de
agências de viagem Viajes Cuba.
As visitas de norte-americanos, que haviam aumentado na
esteira da reaproximação de 2014 entre os dois países, foram as
que mais diminuíram — 30 por cento em dezembro, disse ele à
Reuters.
"Desde o furacão Irma, vimos as visitas encolherem", afirmou
Bisbe York nos bastidores de um evento organizado pela agência
de viagem norte-americana insightCuba para esclarecer visões
equivocadas de turistas a respeito de Cuba.
O Irma atingiu a ilha em setembro, momento em que o setor
turístico estava recebendo reservas para a alta temporada de
novembro a março.
Imagens da destruição desestimularam muitos visitantes em
potencial, mas Cuba consertou suas instalações turísticas em
dois meses, argumentou Bisbe York. As visitas de canadenses, o
maior grupo de turistas em Cuba, recuou entre 4 e 5 por cento.
"Mas vemos isto como uma coisa temporária, e o que estamos
vendo é que as visitas estão aumentando de mês a mês", disse
Bisbe York, acrescentando que a nação levará adiante seus planos
de inaugurar mais de 15 hotéis em toda a ilha neste ano.
"O primeiro trimestre será o mais difícil, porque
logicamente a mudança na percepção do público leva tempo".
A taxa de ocupação dos hotéis cubanos administrados pela
rede espanhola Meliá Hotels International S.A. diminuiu cerca de
20 por cento em dezembro e janeiro quando comparada com o
período anual anterior, disse Francisco Camps,
vice-gerente-geral da Meliá em Cuba.
"A partir de fevereiro, porém, já estaremos alcançando
cifras semelhantes às que tivemos em anos anteriores".
A postura mais hostil de Trump do que a de seu antecessor,
Barack Obama, em relação a Cuba parece destinada a ter um
impacto mais duradouro do que o Irma. Em setembro o governo
Trump emitiu um alerta contra viagens à ilha devido a uma série
de supostos ataques contra a saúde de diplomatas dos EUA
baseados em Havana, e em novembro regras de viagem mais severas
entraram em vigor.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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