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Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – Apontado como o principal nome para assumir o cargo de número 2 da Polícia Federal, o delegado Sandro Torres Avelar foi filiado ao PMDB e ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública em Brasília com o aval direto do ex-assessor especial do presidente Michel Temer, o ex-vice-governador do Distrito Federal e também presidente do partido na capital, Tadeu Fillipelli.

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Alvo da operação Lava Jato, Fillipelli chegou a ser preso em maio pela própria PF durante as investigações de outra operação, a Panatenaico, que apurou desvio de recursos no estádio Mané Garrincha, o mais caro da Copa do Mundo de 2014, que custou 1,5 bilhão de reais. Na ocasião, Fillipelli foi exonerado da assessoria especial de Temer.

Dentro da polícia, segundo apurou a Reuters, a nomeação de Avelar para ocupar o cargo de secretário-executivo da instituição na equipe do novo diretor-geral, Fernando Segóvia, é considerada como praticamente certa.

O cargo de diretor-executivo é estratégico na estrutura da PF porque é quem toca o dia-a-dia da corporação, deixando as funções de representação para o diretor-geral.

As ligações políticas do cotado, entretanto, têm deixado delegados e agentes desconfortáveis com uma eventual mudança de rumo na corporação, que ganhou protagonismo nos últimos anos na gestão de Leandro Daiello com grandes investigações, como a Lava Jato.

Em 2011, Avelar foi nomeado secretário de Segurança Pública do DF na gestão do então governador petista Agnelo Queiroz –de quem Fillipelli era vice. Em outubro de 2013, ele filiou-se ao PMDB com o apoio de Agnelo e Fillipelli.

Em abril de 2014, deixou o cargo de secretário e, nas eleições daquele ano, concorreu ao cargo de deputado federal pelo PMDB, mas não conseguiu ser eleito com os 21.888 votos que conquistou.

Em sua campanha para deputado federal, chegou a receber uma pequena doação, de 11,6 mil reais, do comitê eleitoral de Michel Temer, que disputava a reeleição como vice de Dilma Rousseff, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

Pouco depois da disputa à Câmara dos Deputados, Avelar desfiliou-se do PMDB. Atualmente ele preside a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol). Também é presidente da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), colegiado que tem por objetivo elaborar e implementar o sistema de prevenção e repressão a atos ilícitos nos Portos, Terminais e Vias navegáveis.

Sandro Avelar não foi localizado pela Reuters para comentar as informações.
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