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Por Christine Kim e Philip Wen
SEUL/PEQUIM, 4 Dez (Reuters) – Os Estados Unidos e a Coreia
do Sul realizaram exercícios aéreos conjuntos de larga escala
nesta segunda-feira, um gesto que, segundo a Coreia do Norte,
deixará a Península Coreana "à beira da guerra nuclear" e que
ignorou pedidos de cancelamento feitos por Rússia e China.
As manobras acontecem uma semana depois de Pyongyang dizer
que testou seu míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla
em inglês) mais avançado e capaz de alcançar os EUA, parte de um
programa de armas que vem desenvolvendo em desafio a sanções e
críticas internacionais.
O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse
ser "lamentável" que todas as partes não tenham "aproveitado a
janela de oportunidade" apresentada por dois meses de calma
relativa antes do lançamento norte-coreano mais recente.
China e Rússia haviam proposto que EUA e Coreia do Sul
desistissem de grandes exercícios militares em troca da
suspensão dos programas de armas da Coreia do Norte. Pequim
classifica a ideia formalmente como proposta de "suspensão
dupla".
Os exercícios anuais EUA-Coreia do Sul, batizados de Ás
Vigilante, transcorrerão até sexta-feira, e seis caças
antirradar F-22 Raptor estarão entre as mais de 230 aeronaves
participantes.
No domingo o norte-coreano Comitê de Reunificação Pacífica
do País chamou o presidente norte-americano, Donald Trump, de
"insano" e disse que as manobras "levarão a situação já crítica
na Península Coreana à beira da guerra nuclear".
Caças F-35 também se envolverão nos exercícios, que
incluirão o maior número de caças de quinta geração que já
participaram do evento, segundo um porta-voz da Força Aérea dos
EUA baseado na Coreia do Sul.
Cerca de 12 mil efetivos, inclusive dos Fuzileiros Navais e
da Marinha, se juntarão às tropas sul-coreanas. As aeronaves
participantes partirão de oito instalações militares dos EUA e
da Coreia do Sul.
Reportagens da mídia sul-coreana disseram que
bombardeiros B-1B Lancer podem se unir aos exercícios nesta
semana, mas o porta-voz da Força Aérea norte-americana não as
confirmou.
Na semana passada Trump disse que sanções adicionais de peso
serão impostas a Pyongyang em reação a seu teste de ICBM. No
início deste mês o presidente inclui o regime em uma lista de
patrocinadores estatais do terrorismo, uma designação que
permite a seu país impor mais punições.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; +55 21 2223-7148))
REUTERS MPP


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