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Por Christine Kim e Phil Stewart
SEUL/WASHINGTON, 29 Nov (Reuters) – A Coreia do Norte disse
ter testado com sucesso um novo míssil balístico
intercontinental (ICBM) nesta quarta-feira que coloca toda a
área continental dos Estados Unidos ao alcance de suas armas
nucleares.
O primeiro teste de um míssil norte-coreano desde meados de
setembro vem uma semana depois de o presidente dos EUA, Donald
Trump, recolocar a Coreia de Norte em uma lista de países que,
afirma Washington, apoiam o terrorismo, permitindo a imposição
de novas sanções.
A Coreia do Norte, que também realizou seu sexto e maior
teste nuclear em setembro, disparou dezenas de mísseis
balísticos em testes sob o governo do líder do país, Kim Jong
Un, em um desafio a sanções internacionais. O último teste
representou a maior distância que um míssil norte-coreano já
voou, caindo no mar perto do Japão.
A Coreia do Norte disse que o míssil atingiu altitude de
cerca de 4.475 quilômetros e voou por 950 quilômetros por 53
minutos.
"Após assistir ao lançamento com sucesso do novo modelo de
ICBM Hwasong-15, Kim Jong Un declarou com orgulho que agora
finalmente realizamos a grande causa histórica de completar a
força nuclear do Estado, a causa de construir uma potência de
mísseis", disse um comunicado lido na TV.
A Coreia do Norte se descreveu como uma "potência nuclear
responsável", afirmando que suas armas estratégicas foram
desenvolvidas para defender o país "da política de chantagem e
da ameaça nuclear dos imperialistas dos EUA".
Muitos especialistas na área nuclear afirmam que a Coreia do
Norte ainda precisa provar que dominou todas as barreiras
técnicas, incluindo a capacidade de instalar uma pesada ogiva
nuclear de maneira confiável em um ICBM, mas eles acreditam que
isso ocorrerá em breve.
"Não temos que gostar disso, mas vamos ter que aprender a
conviver com a capacidade da Coreia do Norte de atingir os
Estados Unidos com armas nucleares", disse Jeffrey Lewis, chefe
do programa de não-proliferação para o leste asiático do
Instituto Middlebury de Estudos Estratégicos.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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