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Por Jeff Mason e Michelle Nichols
WASHINGTON/NAÇÕES UNIDAS, 12 Abr (Reuters) – O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus assessores de segurança
nacional discutiram nesta quinta-feira opções norte-americanas
em relação à Síria, onde ele ameaçou ataques a mísseis em
resposta a um possível ataque com gás venenoso, enquanto um
enviado russo expressou temores de conflito mais amplo entre
Washington e Moscou.
Temores sobre um confronto entre a Rússia, maior aliada da
Síria, e o Ocidente estão elevados desde que Trump disse na
quarta-feira que mísseis “estarão a caminho”, em resposta ao
ataque na cidade síria de Douma em 7 de abril, e criticou Moscou
por ficar ao lado do presidente sírio, Bashar al-Assad.
Trump amenizou estas afirmações nesta quinta-feira.
“Nunca disse quando um ataque à Síria aconteceria. Pode ser
muito em breve ou nem tão logo assim!”, escreveu Trump no
Twitter.
Trump se encontrou com sua equipe de segurança nacional
sobre a situação na Síria esta quinta-feira e “nenhuma decisão
final foi tomada”, informou a Casa Branca em comunicado.
“Nós continuamos avaliando inteligência e estamos
participando de conversas com nossos parceiros e aliados”,
informou em comunicado.
Trump conversou mais tarde com a primeira-ministra do Reino
Unido, Theresa May, e os dois concordaram "com a necessidade de
impedir o uso adicional de armas químicas pelo regime de Assad",
disse o gabinete de May em um comunicado.
O presidente dos EUA também conversaria com o presidente da
França, Emmanuel Macron, que disse que a França possuía provas
de que o governo sírio realizou o ataque próximo a Damasco, que
grupos de socorro disseram ter matado dezenas de pessoas, e irá
decidir se irá atacar de volta quando todas as informações
necessárias forem coletadas.
"Nós temos provas que na semana passada… armas químicas
foram usadas, ao menos com cloro, e que elas foram usadas pelo
regime de Bashar al-Assad”, disse Macron, sem fornecer detalhes
de quaisquer evidências.
Duas autoridades dos EUA com conhecimento de uma
investigação em andamento de amostras de Douma e dos sintomas
das vítimas disseram que aparentam estar corretas as indicações
iniciais de que uma mistura convertida em arma de gás cloro e
sarin foi usada no ataque. Mas agências da inteligência dos EUA
não completaram suas avaliações ou chegaram a uma conclusão
final, disseram as autoridades.
A Rússia disse ter enviado policiais militares para Douma
nesta quinta-feira após a cidade ser tomada por forças do
governo.
“Eles são a garantia da lei e ordem na cidade”, informou o
Ministério da Defesa da Rússia, segundo a agência de notícias
RIA.
Houve sinais de um esforço global para evitar um confronto
direto entre a Rússia e o Ocidente. O Kremlin informou que uma
conexão de comunicação de crise com os EUA, criada para evitar
uma disputa acidental na Síria, está em uso.
Vassily Nebenzia, embaixador de Moscou na Organização das
Nações Unidas, disse “não poder excluir” guerra entre os EUA e a
Rússia e pediu para Washington e seus aliados que se contenham
sobre uma ação militar contra a Síria.
“A prioridade imediata é evitar o perigo de guerra”, disse a
repórteres. “Nós esperamos que não haja um caminho sem volta”,
disse o enviado.
Uma equipe de especialistas do órgão monitor global de armas
químicas, a Organização para a Proibição de Armas Químicas,
estava viajando à Síria e irá começar sua investigação no
sábado, informou a agência sediada na Holanda.
(Reportagem adicional de Angus McDowall, em Beirute, William
James, Guy Faulconbridge e David Milliken, em Londres, Andrew
Osborn, Maria Kiselyova e Jack Stubbs, em Moscou, John Irish, em
Paris, Graham Fahy, em Dublin, Jeff Mason, John Walcott, Phil
Stewart e Idrees Ali, em Washington, e Michelle Nichols, nas
Nações Unidas)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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