Clicky

MetaTrader 728×90

JERUSALÉM/BRUXELAS, 22 Jan (Reuters) – Em uma nova
demonstração da discórdia ocidental sobre os esforços de paz no
Oriente Médio, os Estados Unidos disseram nesta segunda-feira
que sua embaixada em Israel seria realocada para Jerusalém até o
fim de 2019, enquanto seus aliados na União Europeia
manifestaram apoio para o lado leste de Jerusalém como a capital
do Estado palestino.
O vice-presidente Mike Pence, durante visita a Jerusalém,
anunciou o momento da mudança em discurso ao Parlamento de
Israel, recebendo aplausos de parlamentares israelenses, mas
também gerando um rápido protesto de parlamentares árabes
israelenses, que levantaram cartazes que liam "Jerusalém é a
capital da Palestina".
Em Bruxelas, a chefe de política externa da UE, Federica
Mogherini, garantiu ao presidente palestino Mahmoud Abbas em
reunião que a UE apoiava sua ambição de ter o lado leste de
Jerusalém como a capital do Estado palestino.
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump repentinamente
reverteu décadas de política dos EUA em dezembro quando
reconheceu Jerusalém como a capital de Israel, alimentando fúria
de palestinos e do mundo árabe e preocupação entre os aliados
ocidentais de Washington.
A manobra de Trump agradou Israel, o aliado mais próximo dos
EUA no Oriente Médio, mas provocou inquietação de potências
mundiais, incluindo Rússia e China, que se preocupam que isso
iria alimentar tensões regionais e aumentar a separação entre
Israel e os palestinos.
Muitos países acreditam que Jerusalém deveria ser dividido
entre Israel e um futuro Estado palestino e, não estão dispostos
a tomar decisões sobre o reconhecimento de seu status antes que
um acordo de paz abrangente seja acordado.
"Nas próximas semanas, nossa administração vai avançar com o
plano de abrir a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém – e
essa embaixada dos Estados Unidos vai abrir antes do fim do
próximo ano", disse Pence, que já concluiu metade de sua visita
ao Oriente Médio.
A reação a Pence se dividiu localmente entre os lados de
Israel e Palestina.
O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, disse no Twitter
que o discurso de Pence mostrava que a administração dos EUA era
parte do problema, ao invés de ser a solução.
"O discurso messiânico de Pence é um presente aos
extremistas", escreveu. "Sua mensagem ao resto do mundo é clara:
violem leis internacionais e resoluções que os EUA irão te
recompensar."
Em Bruxelas, Abbas repetiu seu pedido para que o leste de
Jerusalém seja capital enquanto instou que os países membros da
UE reconheçam o Estado da Palestina imediatamente, argumentando
que isso não prejudicaria as negociações com Israel sobre um
acordo de paz para a região.
Embora Abbas não tenha feito referência à manobra de Trump
sobre Jerusalém ou à visita de Pence à cidade, sua presença na
sede da UE em Bruxelas foi entendida por autoridades europeias
como uma chance de reafirmar sua oposição à decisão de Trump de
6 de dezembro para mudar a embaixada dos EUA para Jerusalém.
(Por Jeff Mason e Robin Emmott)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


Assuntos desta notícia