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Por Christine Kim e Hyonhee Shin
SEUL, 9 Jan (Reuters) – A Coreia do Norte e a Coreia do Sul
concordaram nesta terça-feira em negociar para resolver
problemas e em realizar conversas militares com o objetivo de
evitar conflitos acidentais, após o primeiro diálogo oficial
entre as partes em mais de dois anos, em meio às tensões geradas
pelo programa de armas nucleares de Pyongyang.
Em um comunicado conjunto após 11 horas de conversas, a
Coreia do Norte prometeu enviar uma grande delegação para a
Olimpíada de Inverno de Peyongchang, em fevereiro, na Coreia do
Sul, mas fez uma "forte reclamação" após Seul propor conversas
para desnuclearizar a península coreana.
A Coreia do Sul pediu para seu vizinho cessar atos hostis
que aumentavam a tensão na península, e em troca o Norte
concordou que a paz deve ser garantida na região, informou o
Ministério da Unificação da Coreia do Sul em comunicado
separado.
Em seu posicionamento separado, a Coreia do Norte ressaltou
que seu arsenal é voltado apenas para os Estados Unidos, não
para os "irmãos" sul-coreanos, a China ou a Rússia, e disse que
discussões sobre o programa nuclear teriam um impacto negativo
nas relações intercoreanas.
As conversas entre as Coreias são monitoradas de perto por
líderes mundiais ansiosos por qualquer sinal de uma redução nas
tensões, conforme crescem os temores sobre os lançamentos de
mísseis e o desenvolvimento de armas nucleares da Coreia do
Norte, em desafio a resoluções do Conselho de Segurança da
Organização das Nações Unidas.
Mais cedo nesta terça-feira, o governo sul-coreano disse
estar preparado para suspender algumas sanções temporariamente
para que autoridades norte-coreanas possam visitar a Coreia do
Sul para os Jogos Olímpicos de Inverno. A Coreia do Norte
informou que sua delegação contará com atletas, autoridades de
alto escalão, uma equipe de torcida e artistas, assim como
repórteres e espectadores.
A Coreia do Sul proibiu unilateralmente a entrada de
diversas autoridades norte-coreanas em resposta aos testes
nucleares e de mísseis de Pyongyang, feitos apesar de pressão
internacional.
No entanto, algumas autoridades sul-coreanas disseram ver a
Olimpíada como uma possível oportunidade para diminuir as
tensões.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia
do Sul, Roh Kyu-deok, disse que Seul irá considerar se necessita
tomar "medidas prévias", junto com o Conselho de Segurança da
ONU e outros países relevantes, para ajudar norte-coreanos a
visitarem o país na Olimpíada de Inverno.
Negociações serão feitas em breve para estabelecer detalhes
da condução de norte-coreanos para os Jogos, informou o
comunicado, com a agenda exata a ser decidida através de trocas
documentadas.
Na conversa desta terça-feira, a primeira desde dezembro de
2015, Seul propôs discussões militares intercoreanas para
reduzir tensões na península e uma reunião de membros familiares
a tempo do feriado do Ano Novo Lunar, em fevereiro, mas o
comunicado conjunto não fez menção às reuniões.
A Coreia do Norte também terminou trabalhos técnicos para
restaurar uma linha direta militar com a Coreia do Sul, informou
Seul, com comunicações normais prontas para serem retomadas na
quarta-feira. Não ficou imediatamente claro quais informações
serão transferidas na linha direta.
A Coreia do Norte também respondeu "positivamente" à
proposta da Coreia do Sul para atletas de ambos os lados
marcharem juntos na cerimônia de abertura dos Jogos e em outras
atividades conjuntas durante a Olimpíada de Inverno, segundo
Seul.
Atletas de ambos os lados não marcham juntos em eventos
esportivos internacionais desde os Jogos Asiáticos de Inverno de
2007, na China, após as relações esfriarem durante quase uma
década de governo conservador na Coreia do Sul.
(Reportagem adicional de Soyoung Kim e Josh Smith, em Seul;
e David Brunnstrom, Jim Oliphant e Steve Holland, em Washington)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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