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Por Steve Holland e John Walcott
WASHINGTON, 13 Abr (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, está pressionando por um ataque
norte-americano mais agressivo contra a Síria do que seus chefes
militares recomendaram, conforme adota uma postura mais dura
contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, cujo apoio ao
governo sírio permitiu que derrotasse forças da oposição,
disseram autoridades norte-americanas.
Uma autoridade sênior disse que Trump pediu para o Exército
considerar opções que incluíssem punir a Rússia e o Irã – outro
importante apoiador estrangeiro da Síria – em parte por conta de
seu crescente nível de exasperação com Putin.
No entanto, segundo outras duas autoridades, o secretário de
Defesa dos EUA, Jim Mattis, e outros líderes militares alertaram
que quanto maior o ataque, maior o risco de um confronto com a
Rússia.
Quando forças do presidente da Síria, Bashar al-Assad,
realizaram um ataque com armas químicas contra alvos civis no
ano passado, Trump ficou horrorizado pelas mortes de “lindos
pequenos bebês” e rapidamente ordenou um ataque a mísseis contra
uma base aérea do governo sírio, embora tenha escutado
assessores militares seniores e decidido minimizar mortes russas
e outras.
Um ano depois, Trump se encontra novamente ponderando sua
resposta a um possível ataque com gás cometido pelas forças de
Assad, desta vez na cidade de Douma no fim de semana passado.
Ele está incomodado com imagens similarmente horríveis de
crianças sufocadas, mas sua postura mais agressiva desta vez é
movida em parte por sua visão mais dura sobre Putin e sua crença
de que Assad não aprendeu uma lição no primeiro ataque, disseram
autoridades.
“Apenas dissuadir este ato com alguns ataques aéreos e não
olhar para as consequências à Síria não seria uma ação
completamente polida”, disse outra autoridade sênior do governo.
É incerto o que a abordagem pode significar para forças
russas e iranianas na Síria. Um ataque contra elas pode aumentar
o risco de uma guerra mais ampla na Síria, em um momento em que
Trump ainda deseja retirar 2 mil soldados norte-americanos no
país em uma questão de meses.
A porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders disse nesta
sexta-feira que a Síria é responsável pelo ataque, mas
acrescentou incisivamente: “Nós também responsabilizamos a
Rússia pela falha em impedir que ataques a armas químicas
ocorressem”.
Desde que assumiu, no ano passado, Trump tem tentado
construir relações mais fortes com Putin.
Mas as relações têm ao invés disso azedado por conta de
crescente evidência de envolvimento russo na eleição
presidencial de 2016, suposto envenenamento cometido pela Rússia
contra um ex-agente duplo no Reino Unido e apoio de Putin ao
governo de Assad na Síria.

DILEMA DE TRUMP
“Eventualmente, ele ficou exasperado”, disse uma fonte
familiar ao debate interno na Casa Branca.
A Rússia negou que o governo de Assad tenha sido responsável
pelo ataque com armas químicas, irritando ainda mais Trump,
disse uma das autoridades norte-americanas. Após meses de
críticas de que Trump estava sendo muito brando com Putin, o
presidente norte-americano não poupou em publicação no Twitter
no domingo: “Presidente Putin, a Rússia e o Irã são responsáveis
por apoiar o Animal Assad”.
Outra autoridade sênior disse que Trump e seus assessores
haviam estabelecido um consenso sobre qual estratégia tomar e
que o trabalho continuava no prazo e coordenação com aliados que
planejam participar.
“O presidente possui um dilema”, disse esta autoridade. “De
um lado, não atingir Assad com mais força seria um sinal de
fraqueza”.
Mas, a autoridade acrescentou, Trump acredita que para poder
ser capaz de negociar com sucesso com Putin, é essencial que
demonstre estar disposto a assumir uma linha mais dura na Síria.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
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