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DAVOS, Suíça, 26 Jan (Reuters) – O chefe de direitos humanos
da Organização das Nações Unidas (ONU) expressou alarme após um
discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em
Davos nesta sexta-feira, e disse que a defesa de Trump de que
países sigam seus próprios interesses levaria o mundo de volta a
véspera da Primeira Guerra Mundial.
"É o roteiro do século 20", disse Zeid Raad al-Hussein. "Ele
(Trump) instou todos os países a buscarem seus próprios
interesses, quase sem referência ao fato de que se você fizer
tudo isso, se cada país estiver estritamente seguindo sua
própria agenda, irá confrontar com a agenda de outros e levará o
mundo de volta a 1913 mais uma vez."
O príncipe Zeid, um ex-diplomata jordaniano e membro da
deposta família real do Iraque, criticou repetidamente Trump no
passado em seu cargo de Alto Comissário para Direitos Humanos da
ONU, o maior porta-voz do órgão global sobre questões de
direitos humanos.
A administração Trump, por sua vez, ameaçou sair do Conselho
de Direitos Humanos da ONU, que é independente do gabinete de
Zeid, mas trabalha próximo a ele. Washington considera o órgão
estruturalmente hostil ao seu aliado Israel.
Trump se tornou o primeiro presidente no cargo dos EUA em 18
anos a falar à cúpula anual da elite política e empresarial do
mundo no resort de esqui suíço de Davos nesta sexta-feira. Em
sua fala, ele cortejou investimento estrangeiro, dizendo que os
Estados Unidos estavam "aberto a negócios", enquanto também
prometeu tomar ações contra o que ele descreveu como acordos
comerciais injustos.
Repetindo seu slogan "América Primeiro", Trump disse que
esperaria que todos os líderes mundiais colocassem os interesses
de seus próprios países em primeiro lugar.
O príncipe Zeid disse que tal política levaria "tudo a
desmoronar em certo estágio, e as pessoas a sofrerem
gravemente".
"Nacionalismos étnicos, nacionalismos chauvinistas, uma
ideia de que há uma supremacia dentro de comunidades determinada
com base em cor ou etnicidade, e de que outros são de algum modo
pessoas menores, ou de que certos países são de alguma forma
moralmente superiores a outros. Isso é o que parece sempre nos
colocar em apuros".
(Reportagem de Tom Miles)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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