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GENEBRA, 5 Dez (Reuters) – A principal autoridade de
direitos humanos da ONU disse nesta terça-feira que rohingyas
continuam fugindo do Estado de Rakhine, em Mianmar, onde disse
não ser possível descartar a possibilidade de que forças do
Estado estejam cometendo o crime de genocídio contra a minoria
muçulmana.
Zeid Ra'ad al-Hussein, alto comissário da Organização das
Nações Unidas para a área, disse em sessão especial do Conselho
de Direitos Humanos que nenhum dos 626 mil rohingyas que fugiram
da violência desde agosto devem ser repatriados a Mianmar, a não
ser que haja um forte monitoramento no local.
Julgamentos pelos estupros e violência cometidos contra
rohingyas "parecem ser extremamente raros", disse Zeid. "Alguém
pode, alguém pode, descartar que elementos de um genocídio
possam estar presentes?", questionou ao fórum composto por 47
membros em Genebra.
(Reportagem de Stephanie Nebehay)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP AC


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